Análises de Mercado

Ziguezague em Wall Street deixa fugir capital

$25 biliões, foi quanto escapou a semana passada dos fundos de acções relativos ao mercado norte-americano, um valor que atingiu o terceiro lugar das maiores retiradas de capital de sempre, segundo o Bank of America. Sem grande surpresa os mais prejudicados foram os setores mais beneficiados desde os mínimos de Março, ou seja, as tecnológicas, com $1 bilião de outflows, o valor mais elevado de 14 meses, mas principalmente as grandes empresas ou blue chips, onde os fundos encolheram $11,6 biliões. Mas não obstante este cenário aparentemente bearish, é preciso enquadrar a situação, já que Setembro será o primeiro mês, como tudo indica, com vermelho para o S&P500, desde os mínimos pós choque COVID, com uma retracção que ronda os -7%, enquanto que o Nasdaq encolhe -10%.

Quero com isto dizer que esta correcção não é nada do outro mundo, tendo em conta a recuperação dos mercados, claramente muito à frente da recuperação económica. Para além disso não é de esperar o final do Bull market, muito menos o inicio de um Bear market, dado que os fundamentos para a continuação da pressão compradora não desapareceram, nem deverão sair de cena tão cedo, refiro-me à questão da bolha de liquidez existente, que inibe na prática qualquer correcção sustentada mais significativa, sendo o caso do flash crash de Fevereiro/Março um exemplo de como poderão ser os movimentos de desvalorização nos próximos anos, violentos mas de curtíssima duração, não permitindo sequer que os indicadores técnicos de longo prazo atinjam os valores de sobre-vendido.

Para hoje e após uma manhã mais optimista os futuros indiciam uma sessão volátil, no seguimento de quinta-feira, mas desta feita o sentido final poderá ser o inverso. Quem não está fraco é o U.S dólar que numa semana em que leva cerca de 1,8% de ganhos face a um cabaz de outras moedas principais, a moeda norte-americana dá mostras de querer terminar em alta, valorizando para já 0,2%, o que empurra o Euro para os $1.1645, contudo saliento o facto do Yen não corrigir, sinal de que a procura por activos refúgio está presente.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Semanal

O principal par de moedas está agora bem perto da linha de suporte (azul).

Marco Silva

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