Date: 25 Jul 2019

A história da sessão de quarta-feira foi feita de duas fortunas distintas, a má fortuna no sector industrial que deixou o Dow Jones no vermelho, com uma perda de -0.29%, e a sorte grande nas tecnológicas que empurrou o S&P500 e o Nasdaq para terreno inexplorado. No primeiro caso o pessimismo adveio principalmente de dois pesos pesados do sector, a Boeing, após ter registado uma perda trimestral recorde de $2.9 biliões devido aos problemas com o 737 Max, que obrigou à suspensão dos voos desses aparelhos, bem como na entrega de novos aviões, sendo ainda incerto quando é que a situação será resolvida, um impasse que custou à empresa mais $4.9 biliões em despesas, levando assim ao prejuízo global agora anunciado.

A Caterpillar também fomentou a pressão vendedora no índice industrial com o anúncio de resultados abaixo das previsões, tanto nas receitas como nos lucros, devido a uma diminuição das vendas na China e uma subida nos custos por causa do aumento de tarifas alfandegárias. Já nas tecnológicas o destaque vai para a Texas Instruments, que reportou lucros acima do antecipado, indicando igualmente que a diminuição da procura no sector dos semicondutores deverá durar menos tempo, o que deu o impulso necessário para um ganho de 3.1% no índice do grupo, o Philadelphia chip .SOX.

No S&P500 denotou-se um ligeiro afastamento dos activos refúgio, o que empurrou as imobiliárias e retalhistas de produtos essenciais para as maiores desvalorizações do dia. Já no mercado cambial as variações finais foram residuais nos principais pares de moedas, com a Libra a ter algum destaque após um ganho de 0.3% para os $1.2482, no dia em que Boris Johnson foi empossado como primeiro ministro do Reino Unido.

O gráfico de hoje é do EEM, o time-frame é de 4 horas

O preço do ETF dos mercados emergentes estabilizou nas últimas semanas, e bem abaixo dos máximos atingidos em Abril, ou seja demonstrando fraqueza relativa em relação aos índices norte-americanos.

Marco Silva