Date: 19 Nov 2018

Numa semana fortemente condicionada pelo tópico da guerra comercial, nomeadamente dos avanços e recuos derivados de algumas afirmações e do seu contrário, por diversos membros da administração de Trump, foi com naturalidade que a sessão de sexta-feira tenha sido também ela movida em boa parte pelos mesmos temas. Nomeadamente pela declaração do presidente norte-americano de que poderá não ser necessário avançar com a nova fase das tarifas alfandegárias visto que é muito provável que EUA e China cheguem a acordo na reunião do G20 no final do mês, informação que mais tarde fontes da Casa Branca vieram desvalorizar indicando que um acordo não está mais perto de ser alcançado.

Igualmente relevante foram as declarações do Vice-Chair do FED, Richard Clarida, que foi um pouco mais dovish que o presidente do banco central ao afirmar que o nível actual dos juros nos EUA já está bastante próximo da neutralidade, bem como indicou que já se denota um arrefecimento da economia mundial. Afirmações que afundaram o U.S dólar para uma queda de -0.6% contra um cabaz de outras moedas principais, permitindo ao Euro uma valorização significativa de 0,8% para os $1.1416, enquanto que a Libra inglesa não foi além de um ganho de 0,4% para os $1.2827, ainda condicionada pela turbulência no governo de Theresa May devido ao acordo alcançado com a U.E com vista ao Brexit.

Ao nível sectorial as tecnológicas estiveram de novo em destaque pela negativa, tal como as retalhistas, as primeiras devido ao aviso da Nvdia quanto ao futuro próximo dos resultados em virtude de uma menor procura por material da empresa para a mineração de bitcoins, enquanto que as segundas foram pressionadas pelos maus dados relativos às vendas da Nordstrom. Destaque no entanto para as retalhistas de produtos essenciais, que em conjunto com as imobiliárias e utilities estiveram em alta, o que denotou uma procura por activos refúgio, interesse que se estendeu ao Forex, onde o Yen ganhou 0,7% para os 112.81.

Esta semana poderá ser de novo condicionada pela incerteza relacionada com a guerra comercial entre as duas principais economias do mundo, bem como sobre o futuro imediato da primeira ministra do Reino Unido.

O gráfico de hoje é do Bovespa, o time-frame é Diário

O índice brasileiro que referi na última análise está igualmente com a possibilidade de quebrar em alta a resistência da linha vermelha ou de validar um Head&Shoulders ao quebrar em baixa a linha dos ombros (verde)

Marco Silva

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