Análises de Mercado

Wall Street sem rumo após embate Trump-Biden

Não era expectável uma grande disrupção de sentimento que surgisse depois do último embate televisivo entre os dois candidatos à Casa Branca, e na prática foi isso que aconteceu, um debate mais morno e civilizado do que o primeiro, com a particularidade de não haver unanimidade sobre quem ganhou este último, o que na realidade pouca diferença faz, embora os investidores tivessem preferido um claro distanciamento de performance entre quem lidera as sondagens, Biden, e o actual inquilino da casa mais desejada do mundo. Contudo é preciso ser pragmático, o mercado é muito superior a quem será o próximo presidente dos EUA, por muito importante que isso seja, pois não tende a ser ele a guiar os destinos económicos do país, mas sim a conjugação de interesses que engloba o Congresso dos EUA, onde a pluralidade de ideias e o desejo de poucas alterações ao status quo dominam.

Por exemplo, se Trump ganhar, os Touros agarram-se à noção de que haverá menos impostos e regulação, enquanto que o pacote de estímulos será inferior, já se Biden ganhar e os Democratas ficarem com a maioria no Senado, então poderá haver mais impostos, mas o auxílio à economia será substancialmente maior do que com os Republicanos, ou seja, no final o importante é haver uma justificação para continuar com o sentimento bullish, até porque tendo em conta os fundamentos de forças de mercado, pouco espaço há para aos Ursos aparecerem por muito tempo. Em relação ao U.S dólar é provável que exista uma menor força relativa caso Trump seja eleito, uma vez que é defensor de uma moeda menos forte com vista a beneficiar o sector exportador, muito importante nos EUA, enquanto que Biden não é um ativista conhecido no campo cambial. Portanto sem grandes novidades de índole política ou económica Wall Street segue esta sexta-feira sem grande convicção, tal como aconteceu nos quatro dias anteriores.

No forex o U.S dólar cede um pouco de terreno face a outras moedas principais com um recuo de -0.2%, o que ainda assim não está a beneficiar de forma perceptível o Euro ou o Yen, sendo apenas visível algum ganho no Ouro, que sobe 0,4% para os $1,911 por onça, numa sessão onde é de realçar a desvalorização acentuada do gás natural e do ferro, com ambas as matérias-primas a caírem cerca de -3%.

O gráfico de hoje é do Gás Natural, o time-frame é diário

Apesar da correcção dos dois últimos dias este activo está claramente numa tendência ascendente, com um ganho de 100% desde os mínimos de Junho.

Marco Silva

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