Date: 17 Abr 2019

Depois de um início de earnings season auspicioso, que foi seguido por um aviso à navegação na segunda-feira, ontem os resultados apresentados fizeram o pleno, ou seja tiveram componentes positivas e negativas quase na mesma proporção que acabaram por ditar uma sessão que não obstante ter tido quase sempre uma tendência positiva, o resultado final foi de variação pouco expressiva com o Nasdaq a ganhar 0,3%, enquanto que o S&P500 escapou por muito pouco ao vermelho com uma subida residual de 0,05%. O sector financeiro voltou a ser o principal protagonista com os resultados de dois pesos pesados, Blackrock e Bank of America, de novo e tal como o Goldman Sachs e Citigroup ambas as empresas bateram as expectativas de lucros, a primeira, o maior gestor de activos do mundo com uns impressionantes $6,5 triliões sob gestão, registou $1,05 biliões de lucro ou $6,61 por acção, melhor que os $6,13 que eram antecipados mas inferior aos $6,68 por acção do ano passado.

Já o Bank of America, segundo maior banco dos EUA no que respeita a activos, apresentou uma subida dos lucros para $6.87 biliões ou $0,71 por acção, batendo assim as previsões de $0,61 previstos pelos analistas, contudo as receitas ficaram aquém das estimativas, com realce para os rendimentos da negociação de títulos que recuaram 17%, enquanto que os proveitos de consultoria ficaram praticamente inalterados, o que contrastou com a forte subida de 51% no mesmo segmento atingido pela Goldman Sachs, isto numa fase de movimento assinalável nesse sector do negócio. As financeiras acabaram por ser as que mais valorizaram no S&P500 com um ganho de 1,37%, em contraponto com a queda de -2.03% nas farmacêuticas, em parte devido à desvalorização de -4,01% dos títulos da UnitedHealth, não obstante a empresa ter reportado resultados acima das expectativas e de ter melhorado o outlook, mas o risco de decisões políticas adversas no horizonte condicionou negativamente a performance da empresa, um receio que forçou o sector à menor valorização do ano no S&P500 com uma subida de “apenas” 4,17%.

Destaque para a o registo francamente negativo dos activos refúgio, nomeadamente nas imobiliárias e utilities, mais expostos à subida dos juros. No final da sessão e com três dias de época de resultados começa a formar-se um padrão de alguma aversão a puxar pelos índices, mas também não os vergar a correcções, ou seja Wall Street está por agora sem combustível que a transporte para o próximo grande movimento. Já depois do fecho do mercado a IBM anunciou resultados abaixo das previsões o que poderá condicionar o Dow Jones hoje, já o PIB da China relativo ao primeiro trimestre ter ficado nos 6,4%, acima dos 6,3% como era esperado poderá aliviar alguma da pressão vendedora.

O gráfico de hoje é do XLV o time-frame é Diário

O ETF do sector da saúde está numa fase de clara fraqueza que poderá levar o activo a testar os mínimos do final de 2018

Marco Silva