Date: 08 Jan 2019

À entrada para esta nova semana o trabalho dos Bulls era à partida um desafio difícil, tendo em conta que nos últimos tempos, devido à volatilidade dos movimentos, uma sessão logo a seguir a um dia de fortes ganhos seria provavelmente de retracement ou de sentimento misto. Com efeito ontem foi mesmo na incerteza que a sessão começou, com os principais índices a navegarem entre a valorização e as perdas ligeiras, pelo menos durante os primeiros 30 minutos, altura após a qual Wall Street encetou um movimento ascendente que só terminou perto do final da hora de almoço. Essa foi a parte mais forte dos Bulls, visto que daí até ao closing bell o movimento foi quase constate mas em sentido inverso, limitando a cerca de metade a subida que tinha sido atingida até então.

 

Sem notícias negativas e com algumas ligeiramente bullish, os investidores deram o benefício da dúvida às declarações tanto de responsáveis chineses, como de membros da administração de Trump, de que as negociações entre os dois países estão a decorrer a bom porto, com interesse genuíno de ambas as partes em chegar a um entendimento que fosse aceitável, sendo que ontem pela primeira vezes desde a moratória de 90 dias acordada entre Trump e Xi Jinping, ocorreu a primeira reunião pessoal, com representantes norte-americanos a deslocarem-se à China para esse efeito, com a particularidade da presença inesperada do Vice-premier Liu He’s, o que deu maior credibilidade acerca da seriedade com que a China está a negociar.

 

Muito importante para o optimismo foi também a recomendação de compra da Pivotal Research Group aos títulos da Amazon, que levaram a gigante do retalho online ao topo das mais valiosas de Wall Street ultrapassando a Microsoft, dando ao mesmo tempo a maior valorização do dia no S&P500 ao sector dos retalhistas de produtos não essenciais com um ganho de 2.36%, quase o dobro do segundo melhor sector, as energéticas, que ganharam um pouco mais de 1% em linha com o avanço de 1,5% no preço do WTI crude para os $48.66 por barril.

 

No Forex o movimento do U.S dólar dobrou a extensão da queda de sexta-feira, continuando a ser prejudicando pelas palavras dovish do presidente do FED, sendo que desta feita foi o Euro quem mais beneficiou com o deslize do greenback, ao subir 0,7% para os $1.1475, não obstante os dados das encomendas à Zona euro terem sido bastante fracos, com destaque para a economia alemã, onde a sua industria recebeu menos -1% de encomendas em Novembro e menos -4,3% no último ano, o que faz dessa performance a pior dos últimos seis anos.

 

 

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 1 hora

O principal índice mundial está dentro de um canal ascendente que poderá condicionar o seu movimento no curto-prazo

 

Marco Silva

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