Análises de Mercado

Wall Street navega sem rumo à espera do Congresso

Tal como referi ontem como sendo o mais provável desfecho para a sessão desta quinta-feira, os índices norte-americanos navegam sem rumo definido e sem grandes oscilações para qualquer dos lados da barricada, Touros e Ursos estão nas linhas laterais à espera de um desfecho, seja ele qual for, das negociações intermináveis entre os Democratas e a Casa Branca, para depois a bola ficar do lado do senadores republicanos no Congresso dos EUA, quando se verá se a ameaça de Mitch McConnell, sobre a não aprovação de um pacote de auxílio até às eleições, foi apenas um bluff negocial ou se manterá mesmo essa intenção, com tudo o que isso acarretará em termos políticos, nomeadamente porque a haver acordo entre Pelosi e Mnuchin, significa que Trump também dará o seu aval, deixando os Republicanos em maus lençóis para o acto eleitoral, numa fase em que já se antecipa que uma onda azul, dos Democratas, varra a presidência e o Senado, uma vez que já detém a maioria da Casa dos Representantes.

 

Na frente da pandemia o cenário agrava-se, em particular na Europa, com a Alemanha a reportar um número recorde de casos, enquanto na Espanha, país da Europa Ocidental com mais casos diagnosticados, a pandemia está fora de controlo em algumas zonas, pelo menos segundo o Ministro da Saúde espanhol. Nos EUA o tema é já o da terceira onda, com o número de hospitalizados por COVID-19 a subir para o máximo de dois meses. Ou seja, exceptuando uma mudança radical da progressão das últimas semanas está em perspectiva um final de ano extremamente complicado ao nível da saúde, até porque não é expectável uma vacina para breve, o que certamente terá consequências ao nível económico, pois não obstante ninguém querer assumir um regresso à quarentena total de Março/Abril, o certo é que o ritmo da actividade económica dificilmente se manterá em trajectória ascendente, o que coloca em risco uma parte importantíssima do ano para a economia mundial, que depende da quadra festiva natalicia para uma parcela significativa das suas receitas.

 

Com Wall Street a navegar entre o vermelho e o verde sem grande convicção, o mercado cambial por sua vez apresenta alguma energia extra, com o U.S dólar a valorizar 0,2% contra um cabaz de outras moedas principais empurrando o Euro e o Yen para quedas de -0.4% e -0.1% respectivamente, ao mesmo tempo que pressiona o Ouro a ceder terreno, neste caso -1,5% para os $1,895 por onça, o que indicia pouca apetência dos investidores por activos refúgio.

 

 

O gráfico de hoje é do Nasdaq, o time-frame é diário

 

O índice tecnológico falhou para já em atingir o objectivo do Head & Shoulders invertido (linha laranja), invalidando esse sinal bullish caso quebre am baixa o segundo ombro (linha vermelha).

 

Marco Silva

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