Análises de Mercado

Wall Street fecha semana sem chama

Logo no ínicio da semana referi que não seria expectável que estes dias que passaram trouxessem grande movimentação ao mercado, desde logo porque após a injeção de entusiasmo derivado do anúncio da Pfizer na semana anterior, sobre uma vacina contra o COVID-19, o espaço para uma surpresa positiva no campo da saúde deixou de existir, sendo de encarar a possibilidade da valorização acentuada de Wall Street logo após o anúncio ter sido provocada mais pelo efeito surpresa do que pelas consequências benéficas no curto prazo, isto porque durante quase três semanas o ruído de mercado esteve concentrado no tema das eleições norte-americanas, havendo portanto um período de pouca visibilidade quanto ao desenvolvimento de uma vacina, ou seja houve como que um esquecimento colectivo, que foi abruptamente interrompido com a novidade sobre aquela que deverá ser a primeira vacina a ser objecto de um pedido de emergência para a sua aprovação junto da United States Food and Drug Administration.

Esta semana mais duas notícias sobre outras tantas candidatas a vacinas contra o COVID-19 não provocaram no sentimento a mesma reacção, ficando claro logo na segunda-feira que o otimismo derivado desse tema estava já esgotado, o que aliado à falta de outros catalisadores deixava antever que o curto-prazo em Wall Street fosse de sessões sem grande vitalidade e com um ligeiro toque de vermelho, não no sentido de uma correcção, mas mais em jeito de estabilização após os ganhos interessantes da semana anterior, o que gerou uma correcção da divergência ocorrida depois do anúncio da Pfizer, que levou a uma corrida dos Touros às empresas da economia tradicional, enquanto que as tecnológicas ficaram como o patinho feito, relação de forças que foi invertida nos últimos dias dando uma valorização ligeira ao Nasdaq na semana, enquanto que S&P500 e Dow Jones recuaram marginalmente.

Mas a redução da volatilidade não se cingiu ao mercado accionista, no Forex o cenário foi algo semelhante com o EUR/USD a recuperar ligeiramente enquanto que nas matérias-primas o petróleo também valorizou, mas mantêm-se ancorado a um canal lateral entre os $34 e os $44 por barril no WTI.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é Semanal

O principal par de moedas continua a lateralizar em cima da linha superior do canal (azul), sendo de ter cautela com um possível breakout dado que tem uma elevada probabilidade de ser um falso tiro de partida, como costuma ocorrer em canais laterais.

Marco Silva

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