Análises de Mercado

Wall Street fecha Novembro com os Touros à carga

A menos que o último dia dos mês traga uma hecatombe, o que dificilmente se espera, Novembro acabará por ser um sucesso para os Touros com valorizações bastante acentuadas que permitiram a todos os índices norte-americanos registarem novos máximos históricos, não obstante as incertezas à entrada do mês, como por exemplo o tema das eleições nos EUA, a aproximação do limite para o Brexit ou o tópico mais relevante, a pandemia de COVID-19 numa altura em que já se tinha começado a generalizar a segunda onda da propagação um pouco por todo o mundo. No campo político e depois de uns dias frenéticos sobre a decisão de quem teria vencido o escrutínio eleitoral, o assunto parece agora mais tranquilo, com o ainda presidente a dar autorização para que Biden comece oficialmente o processo de passagem de testemunho, assim como é positivo o facto de Trump ter referido que iria sair da Casa Branca caso Biden tenha a maioria dos votos do colégio eleitoral, mesmo que ainda não tenha concedido a derrota de forma aberta.

Mas foi na pandemia que os Touros tiveram terreno fértil para puxarem por Wall Street, especialmente depois de ter sido anunciado os resultados preliminares da primeira vacina, a da Pfizer/BioNTech, que se tudo correr conforme o esperado poderá ter aprovação de emergência por parte da U.S. Food and Drug Administration até meados de Dezembro, ao que se deverá seguir as certificações para as vacinas da Moderna e da AstraZeneca/Oxford, criando um clima de alguma segurança quanto à disponibilidade da protecção contra a pandemia em 2021, isto claro dependendo da disponibilidade dos cidadãos em aceitar serem vacinados, com uma sondagem recente da Gallup a indicar que 58% dos norte-americanos querem ser inoculados, um número ligeiramente melhor que os 50% de Setembro, mas ainda assim aquém do desejável tendo em conta que para a imunização de massa ser eficaz cerca de 70% dos cidadãos terão de estar protegidos.

Esta temática da vacinação deverá ser aliás uma das que poderão estar no topo do ruído do mercado nos próximos meses, em conjunto com a eficácia e efeitos secundários das vacinas, com os eventuais percalços que coloquem em causa o normal desenrolar dos planos de vacinação a nível global a poderem influenciar negativamente o sentimento, ainda que de forma pontual. Mas se no médio-prazo, horizonte temporal para onde Wall Street geralmente aponta, as nuvens que irão pairar sobre o mercado poderão ser menos densas nas próximas semanas, os investidores têm de lidar com uma economia que irá sofrer negativamente os efeitos dos confinamentos que estão a ser decretados em algumas das principais economias do mundo.

Com o S&P500 a transaccionar a 23 vezes os resultados expectáveis para os próximos 12 meses, as avaliações estão bastante esticadas, ficando um pouco abaixo dos 25 registados no Verão, isto depois do principal índice accionista ter valorizado mais de 60% após os mínimos de Março, o que coloca uma pressão adicional para que as empresas do índice atinjam as metas de crescimento para 2021, com perspectivas de uma subida de 23% nos lucros depois da queda prevista de 15% para este ano.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é Semanal

Muito perto de voltar a testar a parte superior do canal ascendente, esta semana pode ser importante pois caso exista um breakout poderá ser, como de costume, um indício de inversão de sentido no curto prazo.

Marco Silva

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