Date: 07 Fev 2019

Com a cotação do S&P500 a rondar a média móvel dos 200 dias e sem grandes novidades económico-empresariais, os investidores tiraram ontem o dia para fazerem uma pausa depois de um discurso do State of the Union que em nada alterou o factor de incerteza que existia, nomeadamente na possibilidade de se evitar um novo shutdown, visto que Trump se alargou no tópico do muro e da imigração, ou no tema de um acordo com a China com vista a resolver o actual impasse existente, em que ambos os países impuseram tarifas alfandegárias a um número considerável de produtos, com muitos mais em espera, caso o acordo não seja atingido. Até porque o presidente norte-americano voltou a indiciar que não é só a questão das tarifas que está em causa, aliás o principal obstáculo nesta fase são mesmo as restrições à entrada no mercado chinês e o roubo de propriedade intelectual.

 

Por outro lado com 55% das empresas do S&P500 a já terem anunciado os seus resultados o cenário para o último trimestre de 2018 permanece bom, embora não tão brilhante, com “apenas” 68% das empresas a bater as previsões de lucros, mas reforçou-se entretanto a ideia de que não apenas o primeiro trimestre deste ano como provavelmente o segundo trarão crescimento nulo ou negativo nos lucros, facto que poderá condicionar bastante o movimento dos índices até à resolução do impasse na guerra comercial, e caso tal não ocorra, então o pessimismo poderá ser dominante ao ponto de levar a uma correcção mais profunda daquela ocorrida desde Outubro de 2018 até à véspera de Natal.

 

No Forex o U.S dólar averbou mais um dia de ganhos, desta feita 0,4%, empurrando o Euro para o movimento inverso com um recuo de -0.4% para o mínimo de duas semanas nos $1.1365, em boa parte devido à queda inesperada de -1,6% nas ordens à industria alemã, em mais um indicio de que tal como o ministro das finanças alemão referiu há um mês, os bons ventos na economia acabaram. Outros dados que saíram como a queda nas vendas a retalho na Alemanha ao ritmo mais rápido dos últimos 11 anos e o recuo no Ifo indicator que mede a confiança dos empresários, apenas reforçaram o cenário pouco animador para a economia da zona Euro.

 

 

O gráfico de hoje é do Ouro, o time-frame é Semanal

 

O Ouro está agora bem perto da linha superior do canal wedge, que poderá oferecer alguma resistência às subidas no curto prazo

 

Marco Silva

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