Date: 12 Jun 2018

Com tantos eventos importantes esta semana, depois do fiasco da cimeira do G7 e a horas da reunião de Trump com o líder da Coreia do Norte, os investidores voltaram a preferir ficar nas linhas laterais, empurrando Wall Street para território quase inalterado nos últimos minutos da sessão e tal como na sexta-feira o volume foi cerca de 10% abaixo da média dos últimos 20 dias. Nos sectores do S&P500 não houve variações finais superiores a 1% com as retalhistas de produtos essenciais a liderarem os ganhos enquanto que as utilities tiveram o maior recuo. Na Europa o dia foi de maior optimismo e o Stoxx600 valorizou 0.8%, em boa parte devido aos 3,42% de ganhos da bolsa italiana, que teve no sector bancário um dos seus principais impulsionadores da valorização, movimento que se seguiu às declarações do recém empossado ministro das finanças italiano sobre o cometimento do seu país com o Euro, o que aliviou os receios de que o novo governo poderia causar uma nova crise na Europa, depois do Brexit, isto porque o anterior proposto para ministro das finanças era apologista da saída de Itália do euro, razão pela qual o Presidente italiano recusou a sua nomeação.

No Forex o dia foi um pouco mais mexido com o U.S dólar a subir 0.3%, enquanto que o dólar canadiano e o Yen cederam -0.4% para os C$1.2986 e 110.04 respectivamente.

Destaque para as declarações de Christine Lagarde, a Presidente do FMI, que referiu o escurecimento dia após dia das nuvens que pairam sobre a economia mundial, numa referência à posição proteccionista de Trump.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 1 hora

O principal índice está dentro de um canal ascendente (azul) que deverá “regular” a continuação da subida enquanto a sua linha inferior não for quebrada

Marco Silva