Análises de Mercado

Wall Street começa nova semana com velhos sentimentos

No início de uma semana com algumas particularidades interessantes, o sentimento dos investidores pouco difere daquele que tem sido o dominante nas últimas semanas, incerteza mas com uma ligeira tendência positiva. A causa é simples, depois dos non-farm payrolls de Maio terem despoletado uma onda de optimismo quanto à possibilidade de uma recuperação em V, da economia e mercado de trabalho norte-americano, os sucessivos avisos deixados por membros do FED e por alguns nomes importantes do sector dos fundos de investimento, aliado aos números que têm sido reportados sobre um aumento significativo de novos casos nos EUA, vieram arrefecer o optimismo e criar um limbo no sentimento, sendo que é importante realçar a falta de força que a pressão vendedora tem tido, com excepção de um ou outro dia.

 

O facto do S&P500 ter encerrado sexta-feira em mínimos de cinco semanas é um dado pouco relevante porque na realidade continua a cerca de 10% de novos máximos históricos, o que tem acontecido é um ziguezague típico de zonas de indecisão ou de consolidação. Nos próximos dias a volatilidade deverá continuar presente, com o final do mês, que é igualmente final de trimestre e de semestre, assim como os dados do emprego que irão sair na quinta-feira, dado que sexta-feira é o feriado de 4 de Julho. Os analistas prevêem uma continuação da recuperação dos non-farm payrolls com mais 3 milhões de empregos criados, acima dos 2,5 milhões do mês anterior, um número que se desapontar poderá despoletar uma onda de vendas na próxima semana, enquanto que se ocorrer uma surpresa pela positiva então os Touros poderão ter o catalisador que procuram para encostar os índices norte-americanos mais perto de novos máximos.

 

Igualmente importante serão as participações de alguns membros do FED, como o de Jerome Powell amanhã na House Financial Services Committee, onde poderá iluminar um pouco mais o caminho dos eventuais estímulos futuros do banco central. No mercado cambial o Euro domina com uma valorização de 0,5% para os $1.128, enquanto que a Libra inglesa cede -0.2% para os $1.2314 no dia em que o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, prometeu uma onda de investimentos em infra estruturas e aquisição de competências para o mercado laboral.

 

 

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 4 horas.

 

O principal índice accionista está dentro de dois canais descendentes, um de menor prazo (laranja), que se for quebrado em baixa poderá indiciar um teste da linha inferior do canal maior (azul).

 

Marco Silva

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