Date: 12 Out 2018

Depois do mini-crash de quarta-feira em Wall Street, a sessão de ontem até não começou mal para os Bulls, com o consumer price index a crescer 0,1%, abaixo dos 0,2% esperados, arrefecendo assim um pouco os receios de um sobre-aquecimento da inflação e respectivo movimento mais hawkish do Fed para a refrear. Dado que ajudou os juros da dívida norte-americana, fonte de pessimismo recente, a recuarem um pouco, dando espaço a que os três principais índices passassem por território positivo cerca de meia hora após a abertura. Contudo o alivio foi sol de pouca duração e rapidamente o sentimento tornou-se uma extensão do verificado no dia anterior, fazendo ruir o rebound técnico que tinha ocorrido nas tecnológicas no início da sessão.

O Dow Jones foi o que mais cedeu terreno com destaque para o sector da saúde, que provocou igualmente mossa no S&P500 com a terceira queda mais pronunciada, num quadro todo ele pintado de vermelho e liderado nas desvalorizações pelas energéticas, que recuaram -3.09% devido ao deslize do preço do crude, que empurrou o WTI para uma perda de -3.2% terminando nos $70.87 por barril. Movimento descendente no “ouro negro” verificado após ser conhecido um aumento do stock do activo nos EUA e da redução da previsão da procura por parte da OPEP. Destaque para o S&P500 que terminou abaixo da média móvel dos 200 dias, o que não ocorria há cerca de 5 meses, isto num dia de imenso volume com 11,44 biliões de transacções registadas, bem superior à média de 7,65 biliões dos últimos 20 dias e o dobro do volume registado em alguns dias durante o período de férias. Se foi um movimento de washout poderemos aferir nos próximos dias e já dentro da earning season, sendo de realçar que após o fecho do mercado saiu a notícia de que o Tesouro norte-americano não encontrou evidência de manipulação do Yuan por parte da China, o que poderá acalmar um pouco o clima de guerra comercial, ainda que por tempo incerto.

No Forex o Euro liderou os ganhos com um avanço de 0,7% para os $1.1596, enquanto que o Yen voltou a valorizar, embora que por margem mínima para os 112.14, já o U.S dólar recuou -0.5% com os dados económicos, que indicaram um alívio das pressões inflacionistas, a fazerem-se sentir.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Diário

Hoje um padrão que é similar ao do duplo topo menos no enquadramento, ou seja ocorre não num topo mas perto de um fundo. Apesar disso é um padrão que verificada a divergência (linhas azuis), é um bom indicador.

Marco Silva

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