Date: 30 Jul 2019

Se a sessão de sexta-feira foi das tecnológicas com as industriais a sofrerem maior pressão vendedora, segunda-feira foi quase o oposto dessa realidade, com o Dow Jones a ser o único índice a conseguir escapar ao vermelho, ainda que por apenas 0.11%, enquanto que tanto o S&P500, como o Nasdaq averbaram perdas pouco significativas. Em véspera de anúncio de resultados por parte do peso pesado Apple, não se pode sequer falar em pessimismo num dos sectores que mais tem ganho nos últimos anos, mas sim de uma ligeira correcção no grupo das FAANG, depois da subida mais significativa da sessão anterior, com excepção precisamente nos títulos da fabricante dos iPhones, que com um pulo de +0.93% foi um dos principais contribuintes para a valorização do índice industrial.

Ao nível dos sectores do S&P500, o panorama foi ligeiramente bearish mas nada de extraordinário, com as variações a não ultrapassarem os -0.78% pela negativa e os 0.49% do lado positivo, contudo é de realçar um comportamento claramente mais optimista dos activos refúgio, o que não ocorreu no mercado cambial onde o Yen cedeu -0.1%, num dia em que o grande destaque vai para a forte desvalorização de -1.3% no valor da Libra Inglesa para os $1.2224, com a insistência de Boris Johnson de que é possível um novo acordo, apesar da União Europeia se mostrar intransigente a sequer iniciar negociações. Boris, que esteve na Escócia, onde ouvi o recado da primeira ministra do país sobre não apoiar a saída da Escócia sem um acordo, isto depois do aviso há uns dias sobre um novo referendo local relativo à saída do país do Reino Unido.

Nas matérias-primas o Ouro voltou a valorizar, desta feita para os $1,426 por onça aproximando-se dos máximos de mais de cinco anos atingidos há duas semanas.

O gráfico de hoje é do Ouro, o time-frame é de 1 dia

O preço do metal precioso aguentou o teste efectuado à linha laranja superior, tendo agora apenas a linha azul como resistência para uma nova onda ascendente relevante.

Marco Silva