Análises de Mercado

Volatilidade domina antes das big tech entrarem em cena

Com três pesos pesados do sector tecnológico a divulgarem resultados esta semana, Apple, Microsoft e Facebook, o sentimento esta terça-feira em Wall Street continuou a ser o da cautela e onde a volatilidade esteve claramente em destaque, com os índices norte-americanos a oscilarem algumas vezes entre o positivo e o negativo, sendo notória a falta de vontade dos investidores em permitirem que o mercado tivesse um sentido claramente definido, o que acaba por originar um dia de variações pouco expressivas, não obstante o Nasdaq estar muito perto de novo máximo histórico enquanto que o abrangente S&P500 registou mesmo um novo topo no intraday,

A estimular o optimismo estiveram os bons resultados apresentados pela industrial 3M e pelo outlook acima das previsões referido pela Johnson & Johnson, o que está a permitir uma valorização na ordem dos 3% a cada uma das empresas. Já do lado da cautela, uma vez que não há por agora notícias de cariz pessimista, para além das resultantes da pandemia de COVID, domina o tema dos estímulos, nomeadamente o tempo para a aprovação do pacote de $1,9 triliões sugerido pelo presidente Joe Biden, uma vez que o líder da maioria no Senado, o Democrata Chuck Schumer, já indicou que o processo deverá demorar cerca de um mês e meio, ou seja poderá ser aprovado em meados de Março, enquanto que Biden está agora na fase de abertura a negociações nomeadamente nos $1,400 a distribuir pelos cidadãos mais necessitados, com vista a ter um apoio mais alargado no Congresso para o seu projecto.

De resto e após um ano louco tanto em volatilidade como em valorizações, não obstante a economia mundial atravessar um momento bastante frágil, os investidores esperam agora que as empresas justifiquem nesta earning season os múltiplos de mercado muito generosos, que no S&P500 se situam nos 22, um valor muito acima da média de 5 anos que está nos 17,4. No campo da política monetária amanhã vão sair as conclusões da reunião do FED, da qual não se esperam novidades, mas sobre a qual os investidores estarão bastante interessados, mais concretamente no que ao futuro do programa de estímulos diz respeito, assim como a qualquer referência sobre a possibilidade da inflação começar a subir acima do previsto anteriormente, tendo em conta que isso pode induzir um aumentar dos juros nas maturidades mais longas das obrigações do tesouro norte-americano, o que indirectamente pode retirar algum capital do mercado accionista que começará a olhar para o mercado de renda fixa como opção para investimento,

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é semanal

O principal índice accionista está perto de atingir uma extensão fibonacci, revelando uma zona que poderá oferecer resistência extra a mais valorizações sem uma consolidação.

Marco Silva

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