Date: 11 Dez 2018

À entrada para a sessão de segunda-feira o cenário não estava de feição para os Bulls, com efeito a notícia de que um tribunal chinês tinha julgado procedente uma injunção da Qualcomm contra a Apple, suspendendo a venda de alguns iPhones no maior mercado mundial de smartphones, pressionou negativamente os títulos da tecnológica, bem como do sector, levando a uma remake do ocorrido na sexta-feira. Adicionalmente a decisão da primeira ministra do Reino Unido, Theresa May, em adiar a votação no Parlamento sobre o acordo alcançado pelo seu governo e a U.E, por saber de antemão que seria reprovado pela maioria dos deputados, afectou não apenas as praças europeias, mas igualmente alguns sectores de Wall Street, como por exemplo as financeiras, que tendo presença global, serão igualmente afectadas em caso de um Brexit “duro”. Sector este que esteve igualmente sobre pressão vendedora devido ao estreitamento da diferença entre a taxa de juro das obrigações norte-americanas a 10 anos e as de 2 anos, o par que falta inverter para que seja ainda mais evidente que os investidores esperam uma recessão no curto-médio prazo.

As perspectivas pouco animadoras no início do dia concretizaram-se, pelo menos até às 11h de Nova Yorque, altura em que os índices começaram a formar um fundo durante cerca de meia hora, para depois então serem puxados para cima da linha de água, em boa parte pelo sector que os tinha levado para o vermelho, as Big Techs, que já na sexta-feira tinham dominado o sentimento. Ontem, foram estas que num movimento de rebound técnico deram o alento que faltava para sacudir o pessimismo que se instalou na semana passada, contudo não é por demais referir que para já não passou disso mesmo, de um rebound, tal como o ocorrido na quinta-feira passada, que foi prontamente anulado na sessão seguinte. Dos três índices principais o Dow Jones foi o mais fraco e o Nasdaq o mais forte, ao passo que as small caps não conseguiram melhor que uma queda de -0.34%.

No S&P500 as energéticas lideraram nas perdas com uma desvalorização de -1.62%, em linha com o recuo de -3.3% no preço do WTI crude para os $50.89 por barril, ou seja para um valor inferior ao existente antes do acordo entre a OPEP e não membros. No Forex destaque para a Libra inglesa que após o anuncio de Theresa May afundou -1.3% para mínimos de quase dois anos nos $1.2562, já o U.S dólar recuperou da desvalorização de sexta-feira e registou um ganho de 0,5% contra um cabaz de outras moedas principais, enquanto que o Yen continuou a não ter grande procura recuando -0,5% para os 113.26 por dólar.

O gráfico de hoje é do Dow Jones, o time-frame é Semanal

Tal como o S&P500 o índice industrial também se encontra perto de quebrar em baixa a linha inferior do canal, o que a ocorrer será mais um sinal bearish de médio-longo prazo.

Marco Silva

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