Date: 31 Out 2018

Nada melhor que terminar um mês como há muito Wall Street não registava com uma sessão muito interessante e rara nos últimos anos, isto porque foi uma verdadeira batalha titânica entre Bulls e Bears, recheada com um volume bem acima da média com quase 10 biliões de transacções e com duas investidas dos Bears que anularam outras tantas vezes ganhos de 1% nos índices norte-americanos, até que a cerca de uma hora e um quarto antes do final do dia os Bulls encetaram mais um ataque, desta feita não contestado, que empurrou Wall Street para ganhos confortáveis entre os 1,57% do S&P500 e os 1,77% do Dow Jones, isto claro depois da quebra no optimismo verificada na segunda-feira que levou a moral dos investidores para as linhas laterais e para a procura de protecção.

De destacar a valorização de 1,99% do Russell 2000, ou seja melhor que os três principais e faço esta distinção porque na realidade é um indicio de algo interessante que tem ocorrido nesta earnings season e que tem ajudado à volatilidade adicional das últimas semanas, isto porque apesar da melhoria nos lucros das empresas ter subido dos 20 a 21%, no início da época de resultados, para os 25.3% de agora com cerca de metade dos constituintes do S&P500 a já terem reportado resultados, o certo é que o sentimento tem sido tudo menos exuberante. Ora a chave desta aparente incoerência está no facto de que têm sido as big caps a provocar os rombos no sentimento, como por exemplo a Amazon e a Google recentemente, ofuscando em grande parte o bom desempenho das small caps. Nos próximos dias se verá a dimensão deste particularidade e o seu efeito na estabilidade dos movimentos, sendo certo que pelo meio haverão os non-farm payrolls e as eleições intermédias nos EUA, que podem vir a não ser nada de relevante se os republicanos mantiverem a maioria no Congresso, mas que também podem ser disruptivas se as perderem, o que causaria a perspectiva de dois anos de muita quezília entre presidente e o Congresso.

Com o forte optimismo no final da sessão os activos refúgio ressentiram-se, tanto no mercado accionista onde as utilities tiveram a pior performance, como no Forex, onde o Yen recuou -0.4% para os 112.79, num dia em que o Euro foi condicionado negativamente pela fraqueza da economia da zona euro, demonstrada nos dados sobre o PIB do terceiro trimestre, que saiu nos 0,2%, bem abaixo dos 0,4% previsto.

O gráfico de hoje é do Nikkei, o time-frame é Mensal

Possível formação de duplo topo no índice japonês, que a ser validado será um indicador bearish de longo prazo

Marco Silva

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