Date: 28 Nov 2018

Tal como referi provável à entrada para esta semana o tópico da guerra comercial voltou a ser o principal tema de conversa em Wall Street, na segunda-feira com as declarações de Trump sobre ser muito difícil as sanções previstas a mais $200 biliões de produtos importados da China não chegarem a ser implementadas, bem como referiu que para além dessas poderão existir mais tarifas aos produtos que ainda ficarem fora das sanções. Ontem, foi a vez de Larry Kudlow, National Economic Council Director escolhido pelo presidente norte-americano, que pintou um cenário bem mais optimista ao dizer que estão a decorrer bastantes conversações a vários níveis dos respectivos governos, e que existe uma boa probabilidade dos presidentes das duas maiores economias chegarem a um entendimento na reunião do G20 que tem início esta sexta-feira.

Em termos sectoriais as farmacêuticas lideraram os ganhos no S&P500 e foram das que mais puxaram o Dow Jones para a maior valorização do dia entre os três índices principais. Os bons dados que saíram relativos aos dias de promoções que terminaram com a Cyber Monday, deram o mote para o sector retalhista, tendo sido contudo as empresas dedicadas aos produtos essenciais as que mais ganharam, perto de 1% contra os 0,24% de subida das ligadas aos produtos não essenciais. Do lado inverso estiveram as energéticas e as empresas de materiais, estas últimas sobre pressão na sequência do arrefecimento do consumo de aço por parte da China, devido a um menor crescimento económico e que afundou os títulos da U.S. Steel em cerca de -9%.

No Forex o U.S dólar adicionou 0.2% ao seu valor contra um cabaz de outras moedas, um dia antes das aguardadas declarações do Presidente do FED, Jerome Powell, e de Trump ter expressado o seu desagrado em o ter escolhido para o cargo. O presidente norte-americano atingiu igualmente a Libra inglesa, que recuou -0.7% para os $1.2734, ao avisar que um acordo entre o Reino Unido e a U.E poderá ameaçar o acordo entre os EUA e o Reino Unido.

O gráfico de hoje é do Footsie 100, o time-frame é Diário

Depois de ter conseguido manter a linha de suporte a azul, derivada dos “mínimos dos máximos” recentes, o índice londrino tem a linha a verde como zona de possível resistência em caso de um rebound mais pronunciado.

Marco Silva

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