Análises de Mercado

Touros regressam em força a Wall Street

Depois de um trimestre absolutamente frenético em Wall Street, os Touros regressaram ao mercado com o mesmo ímpeto com que tinham terminado a primeira metade do ano, permitindo aos índices norte-americanos ganhos interessantes no primeiro mês do segundo semestre, com destaque para a preferência pelo sector tecnológico mas não só, em Julho as retalhistas e as empresas de materiais básicos também estiveram sobre pressão compradora extra, assim como as matérias-primas Ouro e Prata ganharam um brilho adicional. Nos últimos trinta dias repetiu-se o desnível de interesse entre empresas de grande capitalização e as de baixo-médio valor em bolsa, com as primeiras a saírem vencedoras tal como tem sido recorrente há já uns anos, contudo e devido ao facto de ter apanhado a earnings season, o registo não foi tão linear, houve alguns casos interessantes, como por exemplo nas tecnológicas a Intel que cedeu quase -19% por causa dos resultados anunciados, mas também há que realçar a Microsoft, que foi uma das mais procuradas em 2019, mas que agora aparenta estar em fase de consolidação, fechando o mês praticamente inalterada.

Do lado dos vencedores temos nomes como a Apple, Amazon, Berkshire Hathaway, Procter & Gamble, WalMart, Bank of America e claro a Tesla, que com mais 28% de valorização continua a desafiar as leis dos fundamentais, enquanto que as perdas visitaram alguns nomes conhecidos da praça, como a Gilead, Eli Lilly e Novartis, denotando um movimento de consolidação no sector da saúde, que se verificiou em boa parte das biotecnologicas. No segmento industrial, Boeing e quase todas as principais exportadoras de petróleo também foram afectadas pela pressão vendedora adicional. Mas se isto foi o passado, como será o próximo mês, já em plena época de férias para uma boa parte dos investidores? Bom, a verdade é que para além de uma tendência ascendente que está subjacente no mercado, como tem estado nos últimos anos, com excepção de um mês ou outro, os temas em cima da mesa, são conhecidos.

Estímulos, agora que o Congresso norte-americano apressa-se para aprovar um novo pacote que substitua o que expirou na sexta-feira, ao passo que na Europa poderemos ter mais visibilidade sobre o acordo alcançado entre os membros da União Europeia, com vista a suportar as regiões mais afectadas com a crise de COVID-19. O progresso da pandemia será igualmente um ruído constante, seja pelo aparecimento de promessas de tratamento ou de vacinas, assim como pelo impacto económico que poderá causar consoante a sua evolução próxima, sendo de notar que no final do mês e com o final do Verão a questão de uma nova onda poderá vir ao de cima. Para além disso e com o aproximar das eleições presidenciais nos EUA, será difícil que as movimentações políticas de Trump não comecem a ter mais visibilidade, seja no tópico da guerra comercial ou em outro tema qualquer interno, é provável que a volatilidade seja mais premente na segunda metade de Agosto.

Nos restantes mercados, as grandes questões são simples, até onde poderá ir o EUR/USD e o preço do Ouro, sendo que o segundo está fortemente correlacionado com o primeiro. Serão certamente, tal como o petróleo, os activos com maior monitorização nas próximas semanas.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Semanal

O principal par de moedas tem uma zona de trading entre as linhas azuis e laranja, que replicam inversamente o movimento de há dois anos, sensivelmente por esta altura do ano.

Marco Silva

A informação fornecida não constitui pesquisa de investimento. O material não foi preparado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.

Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades PLC (“AT”). As informações não contêm um registo dos preços da AT, nem uma oferta ou solicitação de uma transação em qualquer instrumento financeiro. Nenhuma representação ou garantia é dada quanto à exatidão ou integridade desta informação.

Qualquer material fornecido não tem em conta o objetivo de investimento específico e a situação financeira de qualquer pessoa que possa recebê-lo. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. AT fornece um serviço somente de execução.

Consequentemente, qualquer pessoa que atue na informação fornecida o faz por sua conta e risco
, em Julho as retalhistas e as empresas de materiais básicos também estiveram sobre pressão compradora extra, assim como as matérias-primas Ouro e Prata ganharam um brilho adicional. Nos últimos trinta dias repetiu-se o desnível de interesse entre empresas de grande capitalização e as de baixo-médio valor em bolsa, com as primeiras a saírem vencedoras tal como tem sido recorrente há já uns anos, contudo e devido ao facto de ter apanhado a earnings season, o registo não foi tão linear, houve alguns casos interessantes, como por exemplo nas tecnológicas a Intel que cedeu quase -19% por causa dos resultados anunciados, mas também há que realçar a Microsoft, que foi uma das mais procuradas em 2019, mas que agora aparenta estar em fase de consolidação, fechando o mês praticamente inalterada.

Do lado dos vencedores temos nomes como a Apple, Amazon, Berkshire Hathaway, Procter & Gamble, WalMart, Bank of America e claro a Tesla, que com mais 28% de valorização continua a desafiar as leis dos fundamentais, enquanto que as perdas visitaram alguns nomes conhecidos da praça, como a Gilead, Eli Lilly e Novartis, denotando um movimento de consolidação no sector da saúde, que se verificiou em boa parte das biotecnologicas. No segmento industrial, Boeing e quase todas as principais exportadoras de petróleo também foram afectadas pela pressão vendedora adicional. Mas se isto foi o passado, como será o próximo mês, já em plena época de férias para uma boa parte dos investidores? Bom, a verdade é que para além de uma tendência ascendente que está subjacente no mercado, como tem estado nos últimos anos, com excepção de um mês ou outro, os temas em cima da mesa, são conhecidos.

Estímulos, agora que o Congresso norte-americano apressa-se para aprovar um novo pacote que substitua o que expirou na sexta-feira, ao passo que na Europa poderemos ter mais visibilidade sobre o acordo alcançado entre os membros da União Europeia, com vista a suportar as regiões mais afectadas com a crise de COVID-19. O progresso da pandemia será igualmente um ruído constante, seja pelo aparecimento de promessas de tratamento ou de vacinas, assim como pelo impacto económico que poderá causar consoante a sua evolução próxima, sendo de notar que no final do mês e com o final do Verão a questão de uma nova onda poderá vir ao de cima. Para além disso e com o aproximar das eleições presidenciais nos EUA, será difícil que as movimentações políticas de Trump não comecem a ter mais visibilidade, seja no tópico da guerra comercial ou em outro tema qualquer interno, é provável que a volatilidade seja mais premente na segunda metade de Agosto.

Nos restantes mercados, as grandes questões são simples, até onde poderá ir o EUR/USD e o preço do Ouro, sendo que o segundo está fortemente correlacionado com o primeiro. Serão certamente, tal como o petróleo, os activos com maior monitorização nas próximas semanas.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Semanal

O principal par de moedas tem uma zona de trading entre as linhas azuis e laranja, que replicam inversamente o movimento de há dois anos, sensivelmente por esta altura do ano.

Marco Silva

A informação fornecida não constitui pesquisa de investimento. O material não foi preparado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.

Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registo dos preços da AT, nem uma oferta ou solicitação de uma transação em qualquer instrumento financeiro. Nenhuma representação ou garantia é dada quanto à exatidão ou integridade desta informação.

Qualquer material fornecido não tem em conta o objetivo de investimento específico e a situação financeira de qualquer pessoa que possa recebê-lo. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. AT fornece um serviço somente de execução.

Consequentemente, qualquer pessoa que atue na informação fornecida o faz por sua conta e risco