Análises de Mercado

Touros não tiram férias de Wall Street

Depois da maior queda de sempre, em valores anualizados, do PIB norte-americano do segundo trimestre, com uma avassaladora contracção de 32,9%. Com uma previsão de uma queda de -20,3% nos lucros das empresas do S&P500 para 2020, como é que se explica que Wall Street esteja a bater máximos históricos e que após uma fabulosa subida de 54% desde os mínimos de Março, o S&P500 ainda tenha uma margem de crescimento para este ano de aproximadamente 10%, segundo a Goldman Sachs, que aponta o potencial de uma vacina, uma recuperação económica de 6,4% do PIB dos EUA e um crescimento dos lucros das empresas de quase 30% em 2021, como factores fundamentais para que a casa de investimentos antecipe os 3,600 pontos como o nível do principal índice accionista no final do ano.

Há vários factores que continuam a prolongar o ciclo de pressão vendedora que tomou conta do mercado em Março, retomando aliás um movimento que durou durante vários meses antes do flash crash provocado pela crise de COVID-19, contudo o principal continua a ser a liquidez extrema presente no sistema, que para já nem sequer tem data prevista para que pare de crescer, quanto mais ser reduzida. Nas últimas semanas a rotação de capital aqui e acolá tem disfarçado um pouco o clima de enorme desnível com que se debate o mercado, com as grandes tecnológicas a ganharem um peso e protagonismo no cenário económico que poderá vir a ser um tema político nos próximos tempos, para além claro dos habituais excessos de optimismo presentes em qualquer movimento ascendente com pouca ligação ao fundamental, mas sim às expectativas, como é o caso da Tesla.

Sem grandes momentos previstos de novidades de índole empresarial ou económica, os investidores seguem por agora ao ritmo do ruído diário que aparece, bem como da crescente movimentação das máquinas partidárias dos Republicanos e Democratas nos EUA, rumo às presidenciais de Novembro, o que colocou para já em segundo plano a importância na aprovação de um novo pacote de auxílio à maior economia do mundo, não havendo sequer um vislumbre de fumo branco nas negociações, algo que por agora não aparenta condicionar o sentimento de mercado. No forex o U.S dólar mantém o seu trajecto descendente, o que permitiu ao Euro mais um ganho, desta feita de 0.2% para os $1.1868, agora muito perto de quebrar em alta o máximo atingido no passado dia 6 de Agosto.

O gráfico de hoje é da Amazon, o time-frame é Diário

Os títulos da gigante do retalho online estão numa fase muito importante pois estão prestes a quebrar em alta o canal descendente, que forma um padrão de bandeira, um padrão tipicamente bullish.

Marco Silva

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