Análises de Mercado

Touros aparecem em força no final da semana

Depois de uma semana sem grandes motivos de interesse, Wall Street viveu uma hora final da última sessão com um toque vincado de optimismo, através de uma puxada ascendente que colocou os principais índices a valorizar mais de 1%, e com uma distribuição bastante homogênea para a prática das últimas semanas. O movimento teve a particularidade de ter sido o S&P500 o que melhor registo final obteve, algo que não é muito comum, tendo em conta que Dow Jones e Nasdaq como são índices mais específicos têm tendência a recolher os extremos das oscilações. Destaque para o comportamento do Russell 2000, o índice das small caps, que suplantou o restante mercado ao ganhar 1,72%, invertendo o terreno negativo que pisava antes da hora final, ou seja houve uma clara apetência por este segmento de mercado, um pouco como aconteceu no início deste ano.

 

A temperar o ritmo dos índices estiveram duas notícias relevantes, a primeira que afectou especificamente a banca, com o FED a anunciar que o sistema bancário poderá voltar a aumentar os dividendos e a recomprar acções próprias a partir do final de Junho, o que entusiasmou os investidores para entrar num sector que no ano passado esteve bastante abaixo da média, mas que este ano está no pelotão da frente dos que mais valorizaram, logo atrás das energéticas, que curiosamente foram as que mais adicionaram valor ontem com uma subida de 2.62%. A segunda notícia foi o facto do Personal Consumption Expenditures Price Index, indicador de eleição para o FED guiar a sua política monetária, ter ficado em Fevereiro nos 1,4% na sua componente mais relevante que é a dos produtos essenciais, excluindo a alimentação e energia, ou seja bem abaixo do nível de 2% fixado pelo banco central como o objectivo.

 

No mercado cambial o U.S dólar acabou a semana a perder terreno, permitindo ao Euro um ganho de 0.3%, contudo o Yen ainda esteve mais fraco que a moeda norte-americana e cedeu -0.5% para os 109.67, sinal de que os investidores estão a fugir dos activos refúgio, embora o Ouro tenha amealhado 0.3% para os $1,731 por onça, mas em parte devido à queda do dólar e às perspectivas de que as taxas de juro baixas irão continuar por um periodo prolongado de tempo nos EUA.

 

 

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Diário

O principal par de moedas acabou por encontrar suporte na linha inferior do canal descendente, contudo o facto de ter efectuado este teste sem antes ir à linha superior é um indício bearish de curto-prazo.

Marco Silva

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