Date: 30 Out 2017

Apesar do sector tecnológico ter averbado cerca de 35,19% de ganhos no último ano, o segundo valor mais elevado logo a seguir aos 35,22% do sector financeiro do S&P500, o certo é que foram muito raros os dias de valorização expressiva, tendo o caminho sido trilhado mais por pequenas oscilações, tal como se comprova pelo facto dos 2,9% de subida de sexta-feira no Nasdaq 100, ter sido a melhor performance dos últimos 18 meses. Aliás a última sessão da semana passada, que terminou com novos máximos históricos em Wall Street, esteve muito perto de ser um dia ideal para os Bulls, isto porque os resultados desapontantes da Chevron e da Merck, que levaram a um recuo de -4,14% e -6.05% nos seus títulos respectivamente, impediram que os principais indices norte-americanos aproveitassem em pleno uma onda de boas noticias de pesos pesados da tecnologia, bem como do crescimento robusto do PIB dos EUA.

Amazon, Google, Microsoft e Intel foram os principais impulsionadores do optimismo, todas devido a resultados acima das expectativas, facto que reduz as comparações no campo fundamental entre este Bull market no sector e a bolha das dot.com de 2001, que foi suportado por esperanças e não por certezas de resultados concretos. No campo económico de destacar o crescimento de 3% do PIB dos EUA do terceiro trimestre, bem acima dos 2,5% antecipados e apesar das disrupções causadas pelo mau tempo que assolou várias regiões dos país. No Forex o U.S dólar esteve praticamente inalterado contra um cabaz de outras moedas principais, no dia em que rumores deram como mais provável a eleição do actual membro do Board do Fed, Jerome Powell, para suceder a Janet Yellen no leme do banco central, o que a ser verídico será uma opção pela continuidade da politica monetária seguida até agora, tendencialmente mais dovish. Já o Euro cedeu -0.4% para os $1.16, continuando assim a quebra técnica do Head&Shoulders.

Esta semana deverá ser marcada pela continuação da earning season, assim como dos non-farm payrolls e do anúncio da decisão de Trump relativa à escolha para novo presidente do FED, que deverá ocorrer na sexta-feira.

O gráfico de hoje é do Esp35, o time-frame é Diário

O índice espanhol continua a movimentar-se dentro do previsível, até agora, canal descendente (linhas vermelhas), sendo no entanto provável uma quebra do mesmo no curto prazo.

Marco Silva