Date: 31 Jul 2020

Já há uns meses que tenho referido a visível preferência dos investidores pelo sector tecnológico em detrimento dos sectores mais tradicionais. Escolha que está reflectida nos ganhos muito acima da média dos restantes índices por parte do Nasdaq, mas mais concretamente das grandes empresas do sector, as principais responsáveis pela valorização fabulosa que permitiu ao índice tecnológico registar novos máximos históricos, não obstante a devastação económica provocada pelas medidas de contenção da pandemia de COVID-19, bem como das incertezas no futuro de curto-médio prazo.

 

Uma das grandes questões em cima da mesa nas semanas recentes era sobre a sustentabilidade dessa discrepância entre os sectores, sendo que é pacífico a ideia de que a crise de COVID-19 acelerou significativamente a transformação digital da economia, e que como tal as grandes empresas tecnológicas haveriam de ser beneficiadas, mas isso eram conjunturas. Com a divulgação dos resultados das gigantes Apple, Amazon, Facebook e Google, esse presunção tomou contornos de realidade. Com efeito apenas a Google ficou abaixo do ótimo com a primeira queda nas receitas trimestrais desde que a empresa entrou em bolsa há 16 anos, o que é justificado pelo forte impacto que a publicidade, negócio fortemente afectado pela crise, tem nas contas da empresa.

 

Mas de resto, os outros três pesos pesados de Wall Street cumpriram, com destaque para os maiores lucros de sempre da Amazon e para o crescimento das receitas em todos as vertentes de negócio e de regiões por parte da Apple.

Do outro lado do sucesso estão as energéticas, que pressionam hoje os índices norte-americanos em baixa devido às desvalorizações nos títulos das principais exploradoras de petróleo, devido à queda abrupta que o preço do ouro negro teve logo após o início das quarentenas, que levaram a uma redução significativa das necessidades mundiais do activo.

 

 

 

O gráfico de hoje é do XLK, o time-frame é Diário

 

Claramente o vencedor da crise, o ETF das tecnológicas poderá no entanto vir a passar por uma fase de consolidação em breve, dada a menor força relativa das ondas ascendentes mais recentes.

 

 

Marco Silva

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