Análises de Mercado

Tecnológicas recusam ficar para trás

Ora um ora outro, tem sido assim nos últimos dias relativamente à preferência dos investidores sobre qual o índice a puxar, nomeadamente ora o Dow Jones ora o Nasdaq, tendo em conta a preferência pelas tecnológicas, como ocorreu esta quinta-feira ou as industriais como aconteceu na quarta-feira, é a rotação de capital que referi ontem, mas com uma nuance, é que na realidade não existe uma saída tão significativa de capital do sector tecnológico para os que se espera venham a beneficiar com a retoma gradual da actividade económica, o que não provoca as correcções no Nasdaq que se verificaram há uns dias, talvez sinal de que o mercado se está a antecipar à liquidez que poderá entrar no sistema assim que os cerca de 160 milhões de beneficiários nos EUA receberem os cheques de $1,400, sabendo desde logo que uma parte significativa irá dar uso ao capital investindo-o em Wall Street.

Igualmente interessante é que dentro das tecnológicas ressurgiu de novo o apetite pelos semicondutores, com o sector a liderar os ganhos na sessão, derivado de um anúncio da China Semiconductor Industry Association, sobre a colaboração que irá desenvolver com as empresas norte-americanas do ramo, representadas pela Semiconductor Industry Association, que engloba nomes como a Intel e a Qualcomm, naquilo que poderá ser o início de um esforço por parte da China de minorar ou mesmo resolver as restrições que existem na importação de diversos produtos tecnológicos Made in USA, sendo que só de semicondutores a conta anual ronda os $300 biliões de importações para a segunda maior economia do mundo, que tem os gigantes Huawei e SMIC como os principais nomes de topo. Contudo o tema será certamente de resolução demorada, uma vez que Joe Biden depois de manter em efeito as restrições impostas por Trump, já veio dizer que a tecnologia é uma vertente essencial para a competitividade da economia norte-americana, pelo que o crescimento das empresas chinesas será visto como uma ameaça às empresas nacionais.

A reforçar o sentimento bullish no mercado accionista esteve a fraqueza do U.S dólar que recuou -0.5% contra um cabaz de outras moedas principais, permitindo ao Euro um ganho de 0.5% enquanto que o Yen terminou praticamente inalterado, ou seja mais um sinal de que os investidores estão a reduzir na protecção, até porque o Ouro não aproveitou o deslize da moeda norte-americana e também fechou sem grande alteração de valor.

O gráfico de hoje é do Brent, o time-frame é Diário

Depois da quebra em alta e do teste a essa quebra o Brent está numa fase crucial para conseguir continuar a subir de preço, sendo essencial quebrar os máximos de dia 8 rapidamente.

Marco Silva

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