Date: 26 Abr 2019

Tal como referi ontem que seria expectável o sector tecnológico esteve relativamente mais forte na sessão de quinta-feira a beneficiar das valorizações de 3,31% da Microsoft e 5,85% nos títulos do Facebook, puxando a primeira para a fasquia do trilião de capitalização bolsista pela primeira vez e ajudando a empresa de social media a aproximar-se dos $600 biliões de valor em bolsa. A fabricante do mítico Windows e Office reforçou a sua posição no mercado da Cloud, com as receitas deste segmento na componente empresarial a subirem 41%, onde se destaca a marca Azure que amealhou mais 73% de vendas, batendo assim o ritmo de expansão que a rival Amazon Web Service, tinha no mesmo estágio de crescimento, estando ambas as empresas ainda no concurso para um contrato de $10 biliões com o Departamento de Defesa, que deverá proporcionar uma boa dose de credibilidade à ganhadora.

Já em relação ao Facebook de realçar o bom desempenho do segmento das histórias e da publicidade que anulou a preocupação manifestada recentemente pelos investidores em relação aos desafios da regulação do sector, bem como do impacto de uma possível coima por parte da Federal Trade Commission, que poderá ascender aos $5 biliões, derivada da investigação que a entidade está a efectuar à participação da empresa no escândalo da Cambridge Analytica, sendo que o Facebook já assumiu $3 biliões de custos com essa eventualidade nas contas agora apresentadas. Mas se nas tecnológicas o sector das comunicações averbou o segundo melhor registo do dia no S&P500 com um ganho de 1,08% e logo a seguir ao da Saúde com 1.13%, o grupo dos semicondutores não teve a mesma sorte, ao recuar -1,8%, com a queda de quase 18% nos títulos da Xilinx após ter desiludido nos resultados apresentados, o que reduziu a valorização do Nasdaq para 0,22%, ainda assim o único ganho do dia.

As industriais foram as que mais pressão vendedora exerceram registando -1,99% de queda no S&P500 e vergando o Dow Jones ao pior desempenho do dia com uma desvalorização de -0.51%, essencialmente por causa da maior perda de valor diária dos últimos trinta anos, com um mini crash de quase -13%, nos títulos da 3M, também por ter desiludido nos lucros reportados e de ter sido mais pessimista para a prestação no resto do ano, indicando também que irá reduzir 2,000 postos de trabalho. No mercado cambial o movimento foi um pouco menos entusiasmante, ainda assim o U.S dólar voltou a ganhar terreno, o que empurrou o Euro para os $1.1132, após uma queda de -0,2%, que atirou a moeda única para mínimos de 2017, enquanto que o Yen avançou 0,5% para os 111.67.

Depois do fecho do mercado a Amazon bateu as previsões para os lucros, contudo a reacção apesar de positiva foi contida, o que deverá virar os olhares para o número do PIB da economia norte-americana relativo ao primeiro trimestre, visto que será um indicador essencial para os investidores aferirem sobre a robustez do momento económico após o arrefecimento no final do ano passado.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Semanal

O principal par de moedas continua a recuar devido à força do U.S dólar, estando o activo agora muito perto da linha de suporte a azul

Marco Silva