Date: 29 Jul 2019

Com os investidores de olhos postos na reunião da FED desta semana, que deverá iniciar um novo capitulo na história do principal banco central do mundo, com um ciclo de easing que já não ocorria há uma década, os índices norte-americanos navegaram na sexta-feira em águas de tranquilidade, sem grandes convulsões nem sequer entusiasmo, porque não obstante o Nasdaq ter registado um ganho interessante de 1.14%, o certo é que o volume acabou por ser de 5.9 biliões de negócios, bem abaixo da média tradicional dos 7 biliões e inclusive abaixo dos 6.3 biliões de média nesta época de férias.

A puxar pelo barco dos ganhos existiram dois catalisadores principais, os dados económicos e os dados empresariais, ambos encarados pelo mercado como positivos, isto porque do lado económico o PIB dos EUA relativo ao segundo trimestre acabou por sair nos 2.1%, acima dos 1.8%, ou seja melhor que o previsto mas não tão bom que coloque em causa uma descida dos juros esta semana, dando igualmente indicações de que a maior economia do mundo continua a resistir bem às diversas incógnitas que existem, principalmente porque causa do consumo privado. No campo dos earnings os bons resultados da Google, Twitter e Starbucks mais que compensaram o desalento registado pelos números da Amazon, dando assim um contributo muito forte para que o Nasdaq tivesse obtido a melhor performance do dia, ao passo que o Dow Jones escapou por pouco ao vermelho devido à pressão negativa pela queda nos títulos da Dow, 3M e Caterpillar.

No mercado cambial o Euro afundou para mínimos de dois anos face ao U.S dólar, com uma queda de -0.2% para os $1.1124, enquanto que a moeda norte-americana continuou a ganhar terreno face às restantes moedas principais ao amealhar mais 0.2%. Esta semana o ambiente será propicio para um mercado movimentado, seja por causa da decisão do FED, dos dados económicos que vão sair na Europa relativos à confiança e à inflação na Zona Euro, a reunião do Banco Central do Japão, dados do purchasing managers na China e um provável corte nos juros no Brasil, ao que se juntará o anúncio de resultados de empresas como a Apple, AMD, Amgen, Qualcoom e no final da semana as energéticas Exon e Chevron.

O gráfico de hoje é do WTI crude, o time-frame é de 1 hora

O preço deste activo está dentro de um canal lateral que tem mantido o seu valor entre os $55 e os $58 por barril, uma quebra do mesmo poderá não ser tão fiável como seria se o canal fosse mais inclinado.

Marco Silva