Date: 07 Jul 2017

Durou pouco a recuperação do sector tecnológico, com o movimento ascendente de quarta-feira a ser revertido ontem devido a uma série de condicionantes que pressionaram Wall Street para uma sessão negativa em toda a linha e sem qualquer sector do S&P500 a conseguir evitar o vermelho, o melhor valor atingido foi pelas utilities que recuaram apenas -0,13%, enquanto que as telecomunicações lideraram as perdas com uma desvalorização de -2,2%. Nem mesmo as energéticas conseguiram suster a pressão vendedora e cederam -1,1%, apesar do Crude ter subido ligeiramente para os $45.52 por barril no WTI, devido à redução dos stocks do activo verificado a semana passada nos EUA.

No campo económico os dados do ADP National Employment Report, que saíram nos 158,000 empregos criados em Junho, bem abaixo dos 185,000 esperados, foi um dos principais pontos para o sentimento negativo que predominou nos principais mercados mundiais, com excepção do índice italiano. A fraqueza no mercado laboral, caso se confirme nos non-farm payrolls de hoje, será um sério candidato a condicionar o curto prazo dos mercados, isto porque à falta de inflação se juntar um arrefecimento da economia, irá causar fortes pressões para que os bancos centrais reduzam as suas posições de regresso à normalidade da politica cambial. As minutas do BCE relativas à ultima reunião e conhecidas ontem vieram reforçar a preocupação dos membros do banco central em que uma redução das medidas de estímulos possam influenciar negativamente o comportamento da inflação, contudo e ao mesmo tempo a posição do BCE em relação à politica monetária é agora neutral em vez de acomodativa. Alteração que deu animo à moeda única para uma valorização razoável, nomeadamente versus o U.S dólar, com o Euro a subir 0,6% para os $1.1424.

 

O gráfico de hoje é do U.S TBond, o time-frame é diário

UsaTBSep17Daily

Mais um exemplo de um excelente padrão de duplo topo (linhas verdes), neste caso nas obrigações do tesouro norte-americanas e com o objectivo a ter sido já atingido na linha azul.

Marco Silva