Análises de Mercado

Tecnológicas afundam Wall Street

Já não é uma história nova, o facto do mercado estar numa fase de rotação de capital onde as prejudicadas são as grandes tecnológicas e as beneficiadas as empresas que mais irão beneficiar da retoma gradual da actividade económica, sendo que nos indices isso tem ficado espelhado nas prestações do Dow Jones e do Russell 2000, consoante os investimentos tenham sido dirigidos para as industriais ou para as pequenas e médias empresas no geral, respectivamente. Contudo e não obstante quedas com algum significado no início da sessão, os Touros não têm deixado os créditos por mãos alheias e consistentemente os índices norte-americanos têm recuperado durante o dia, não impedindo o vermelho, mas reduzindo significativamente as perdas que se verificaram nos mínimos da sessão, oscilações que têm tido os grandes players do sector tecnológico como os principais intérpretes do ziguezague.

Mas quinta-feira foi diferente, o pessimismo inicial não deu lugar a uma reviravolta no andamento do mercado e não obstante uma tentativa de recuperação, que pode muito bem ter sido apenas uma consolidação dos Ursos para o ataque que se seguiu após a hora de almoço, e que empurrou Wall Street para um vermelho ainda mais carregado, como já há algum tempo não ocorria. A razão para o panorama desolador para os Touros é clara, os juros das obrigações soberanas do tesouro norte-americano que subiram acentuadamente provocando um susto, nomeadamente na maturidade de 10 anos que atingiu os 1,6% durante o dia, o valor mais elevado desde 14 de Fevereiro de 2020, ou seja os investidores já estão a colocar o nível dos juros de médio-longo prazo num patamar de pré crise de COVID, devido essencialmente à expectativa de um salto na inflação que muitos acreditam poderá levar o FED a deixar a mentalidade ultra dovish antes do previsto, mesmo que por agora Powell e restantes parceiros do board prometam paciência.

Curioso foi o comportamento do Ouro, ativo refúgio de excelência que não denunciou a procura por segurança e cedeu -1.6% para os $1,775 por onça, uma queda que não é totalmente justificada pela força do U.S dólar que valorizou 0.5%, o que forçou o Euro e a Libra inglesa para deslizes de -0.2% e -0.7% respectivamente, com a possibilidade dos juros nos EUA subirem antes do que os investidores previam nos seus portfólios.

O gráfico de hoje é do EUR/GBP, o time-frame é Semanal

Apesar das quedas recentes este par de moedas ainda está bem dentro do canal lateral de longo prazo, faltando ainda indicações técnicas para se poder aferir de um movimento mais significativo no longo prazo.

Marco Silva

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