Date: 09 Mar 2018

Sem grandes notícias no radar e como seria de esperar, o sentimento em Wall Street continuou ontem a ser dominado pelo tema das tarifas alfandegárias e o desencadear de uma possível guerra comercial em larga escala. Depois da demissão do principal conselheiro económico de Trump e da pressão exercida por uma boa parte dos representantes eleitos do partido republicano, o presidente norte-americano aparenta ter amenizado as suas intenções e após ontem ter sido referido pela Casa Branca a possibilidade dos aliados dos EUA terem um tratamento preferencial, hoje foi divulgado que Canadá e México vão estar isentos das novas tarifas, ou seja o primeiro e quarto maiores vendedores de aço para os EUA. Para além disso ficou em aberto a porta a que mais países tenham acesso a condições de isenção ou de tarifas menores que as previstas, que são 10% para o alumínio e 25% para o aço importados.

Mas se para os vizinhos mais próximos a isenção alivia o sentimento, para outros como a China e a U.E a questão está longe de controlada. Do lado europeu, a comissária para o comércio referiu a criação de taxas alfandegárias que incidirão sobre alguns produtos tipicamente norte-americanos, como o Bourbon, a manteiga de amendoim ou as Harley Davidson. Da China e pela voz do seu ministro dos negócios estrangeiros ficou desde já um alerta, Wang Yi criticou a posição de Trump e prometeu uma resposta necessária e justificável às ameaças sobre o comércio entre os dois países. De outro ponto de discórdia, o Brexit, saiu a notícia da intenção da União europeia em congelar a negociação com vista à saída do Reino Unido, enquanto Theresa May não encontrar uma solução para a futura situação da Irlanda do Norte, nomeadamente como ficará a fronteira desta que pertence ao Reino Unido com a da República da Irlanda, que pertence à U.E, com vista a evitar a criação de fronteiras físicas. Bruxelas pretende que durante o período de transição, que deverá durar até final de 2020, a Irlanda do Norte continue a pertencer ao mercado único.

Para hoje destaque para os non-farm payrolls, que se esperam sejam de 200,000 novos postos de trabalho.

O gráfico de hoje é do Bovespa, o time-frame é Semanal

O índice brasileiro continua numa caminha ascendente bastante forte, estando no entanto e nesta fase numa zona de alguma resistência, que é a linha superior do canal a vermelho

Marco Silva