Date: 13 Fev 2018

À entrada para esta semana as expectativas estavam elevadas quanto à capacidade dos Bulls conseguirem aguentar o momento reconquistado na sexta-feira, e efectivamente com a ajuda de um rebound técnico e notícias sobre o orçamento de Trump o optimismo não deixou os seus créditos por mãos alheias e prevaleceu durante toda a sessão. Num dia em que apesar dos ganhos generalizados em todos os sectores do S&P500 o perigo para os Bulls esteve à espreita por volta da primeira hora de mercado, altura em que os principais indices norte-americanos atingiram os seus mínimos no dia, o Russel 2000 chegou mesmo ao vermelho, depois de uma tendência descendente que dominou desde a abertura. Contudo entre as 10h30m e o meio dia (hora de Nova Iorque) foi notório, na volatilidade dos indices, que os Bulls entraram decididos a tomar firme os destinos do dia.

Noticias sobre a proposta de Trump para o orçamento de 2019, que incorpora uma forte componente de gastos em infraestruturas e defesa, ajudou a que o grupo dos materiais tivesse tido a melhor performance do dia com um ganho de 2,09%, seguido de perto pelas tecnológicas, que adicionaram 1,79%, embaladas pela valorização de 4,03% da Apple. Do lado menos positivo estiveram os sectores mais sensíveis a juros elevados, como o imobiliário e as utilities, um indicio de que a procura por activos refúgio não foi significativa, não obstante o preço do Ouro ter avançado 0,5% para os $1,323 por onça, um movimento, desta feita, devido ao recuo no valor do dólar, que cedeu -0.3% contra um cabaz de outras moedas principais.

Amanhã irá sair o U.S consumer-price index, um dado que poderá ser de importância superior pois será o primeiro número relacionado com o comportamento da inflação, que sai depois do nervosismo da semana passada ter sido despoletado por perspectivas de taxas de juro e inflação mais elevadas em 2019.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é Diário

Foi evidente o papel que o nível técnico da média móvel simples dos 200 dias (verde-A), teve no rebound da semana passada, onde por duas vezes à sua quebra (fecho) em baixa foi rejeitada. Ontem a linha da média móvel simples dos 100 dias (azul-B) foi reconquistada, o que gerou um pouco mais de optimismo para os próximos dias.

Marco Silva