Análises de Mercado

Setembro a vermelho, mas os Touros não desarmam

Apesar da forte queda de Wall Street na sessão de quinta-feira, que teve especial destaque no sector tecnológico, com o NASDAQ a recuar bem mais que os seus parceiros, e não obstante a continuação da correção de hoje dentro dos mesmos moldes, o sentimento dos investidores não se alterou de forma significativa em relação aos início da semana, quando os índices norte-americanos e globais atingiram novos máximos históricos. Mais que a inversão da tendência ascendente que teve início ainda em Março, o movimento dos últimos dois dias está a ser encarado como uma consolidação saudável, sendo absolutamente normal que as variações sejam relevantes tendo em conta que o novo normal pós-COVID passou a ser de oscilações mais intensas e mais rápidas, como foi o caso do flash crash de Março, o mais rápido a atingir os 30% de perda, assim como a recuperação que se seguiu foi a mais célere a atingir os 30%.

Com ganhos desde os mínimos deste ano superiores a 80% no NASDAQ e de 60% no S&P500, o mês de Setembro era à partida um terreno propício para uma pausa. Interrupção das valorizações que pode igualmente ser uma preparação para uma nova investida dos Touros, nos últimos dois meses do ano, tal como é habitual. O facto do mercado de trabalho demonstrar um arrefecimento da recuperação ajudou a que o entusiasmo no optimismo tenha tirado uma folga, pois apesar da melhoria na taxa de desemprego nos EUA para os 8,4% e de mais 1,371 milhões de postos de trabalho em Agosto, o certo é que o nível de emprego está ainda 11,5 milhões abaixo do atingido pré COVID, sendo agora claro uma influência positiva menos pronunciada dos programas de estímulo implantados pelo Governo e pelo FED.

Os próximos dias serão a prova dos nove sobre se este movimento é apenas uma consolidação, como antecipo, ou um período prolongado de menor fulgor dos índices, contudo enquanto os fundamentos principais se mantiverem, ou seja a disponibilidade de aumentar os programas de estímulos, será muito difícil vislumbrar um período de Bear Market nos próximos meses. No mercado cambial o U.S dólar aproveitou o tom ligeiramente bullish dos non-farm payrolls e recupera 0,2% contra um cabaz de outras moedas principais, enquanto que o crude está a ser pressionado pela possibilidade de menor procura, cedendo o WTI -2,8% para os $40,22 por barril.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 4 horas

O principal índice accionista está numa zona importante pois a quebra da linha mediana do “pitchfork” abre espaço para um recuo até à linha inferior.

Marco Silva

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