Date: 14 Jun 2017

Depois do pior conjunto de dois dias, deste ano, para o Nasdaq, os Bears decidiram ontem adoptar uma posição mais cautelosa, o que permitiu a Wall Street registar um dia de ganhos consistentes, que se estendeu à Europa. A preferência por esperar para ver é em parte justificada pelo conjunto significativo de eventos que esta semana poderão mexer com o mercado, nomeadamente em relação às decisões sobre as taxas de juro dos Bancos Centrais de Inglaterra, Japão e Suiça. Isto para além do FED que hoje termina a sua reunião e que é expectável anuncie mais uma subida dos juros. Mais importante para os investidores será o que poderá ser referido por Janet Yellen, por exemplo no que diz respeito à saúde da economia norte-americana e ao processo de retirada do Quantitative Easing.

 

Até porque o excesso de liquidez está a ser o principal responsável por uma disfuncionalidade entre os fundamentais do mercado e o seu preço actual, algo que tenho vindo a referir e que ontem Bill Gross reforçou ao indicar que a politica monetária expansionista exacerbou a desconexão entre o mercado e a economia real, criando um risco acrescido para os investidores. Dentro da mesma linha de pensamento, um estudo do Bank of America Merrill Lynch, também divulgado ontem, refere que 84% dos gestores de capitais pensam que o mercado norte-americano é neste momento o mais sobrevalorizado.

 

No Forex a Libra subiu 0,8% para os $1,2755, anulando a perda de segunda-feira e depois dos dados da inflação terem revelado que a mesma subiu em Maio para os 2,9%, batendo as previsões e registando o aumento dos últimos 4 anos. Já a inflação Core ficou nos 2,6% com a desvalorização da moeda inglesa a ser o principal motivo para o forte ritmo de crescimento deste dado económico, que poderá levar o banco central a ter que intervir no curto-médio prazo.

 

 

O gráfico de hoje é do GBP/USD, o time-frame é Mensal

GBPUSDMonthly61417

Apesar do recente rebound, a Libra Inglesa continua muito longe dos máximos atingidos em 2014, ou mesmo antes do referendo sobre o Brexit, sendo que o primeiro local provável de resistência futura a uma subida poderá ser a linha de tendência a verde.

 

Marco Silva