Análises de Mercado

Segundas feiras de esperança relancam Wall Street

Depois das famosas “Merger Mondays” chegaram as segundas-feiras de esperança, refiro-me aos dois anúncios de duas farmacêuticas, Pfizer primeiro e Moderna depois, sobre vacinas contra o COVID-19, curiosamente a terem impacto no início da semana, como se não houvesse outro dia para tais desenvolvimentos, ficando no ar a sensação de manipulação de percepções. Mas seja como for e mesmo que nenhuma resulte num desfecho positivo no curto-prazo, como todos desejamos, o certo é que tal como há uma semana o anúncio da Moderna sobre o potencial da sua vacina em desenvolvimento, concretamente o ser eficaz em 95%, rejuvenesceu os touros de Wall Street, já sem motivos para puxar pelo mercado nos dois últimos dias.

Sem grande surpresa e dentro dos mesmos fundamentos aquando do anúncio da Pfizer, ocorreu de novo uma pressão compradora desigual nos índices norte-americanos, com os sectores tradicionais, os mais afectados pelo confinamento, a terem a preferência dos investidores, enquanto que as tecnológicas vaguearam entre o positivo e o negativo. Daí que o Dow Jones, maioritariamente industrial esteja com uma valorização quase três vezes o que o Nasdaq está a amealhar, enquanto que o S&P500 se situa, como de costume, entre ambos, sendo de realçar os ganhos nos sectores das empresas de linhas aéreas, cruzeiros e de uma maneira geral das ligadas ao lazer.

Nos restantes mercados nada de muito extraordinário, o U.S dólar desliza ligeiramente face a um cabaz de outras moedas principais, o que também dá uma ajuda ao optimismo no sector accionista, enquanto que o crude tem um dia de sol, valorizando 3% no WTI para os $41.34 por barril, com a perspectiva de um regresso a um nível superior de actividade económica global.

Sem grandes novidades previstas no horizonte, nomeadamente no que respeita ao tema das eleições nos EUA, numa altura em que são os Democratas que estão a pedir donativos para combater os processos judiciais interpostos pela máquina de campanha de Trump, o sentimento poderá manter-se em alta nos próximos dois dias, ainda que sem muito alvoroço.

O gráfico de hoje é do XLF, o time-frame é Semanal

O sector financeiro foi um dos mais afectados com a crise de COVID-19 e não obstante ter recuperado bem nos últimos dias, ainda está muito longe de atingir os máximos de Fevereiro.

Marco Silva

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