Análises de Mercado

Rotação de capital volta para consolidar Wall Street

Tal como tenho vindo a referir os índices norte-americanos americanos têm sido conduzidos dentro de uma estratégia de puxa, transfere e puxa de novo, quer isto dizer que os Touros puxam durante algumas dias ou semanas e quando os níveis atingem um valor para além do razoável, dentro de um cenário de avaliações já de si pouco respeitadoras do bom senso de análise fundamental, os investidores adoptam uma sub-estratégia de rotação de capital, mas que na prática é mais uma redução de investimento nos sectores que mais têm subido, do que uma retirada relevante de capital, indo então o novo investimento para os sectores que menos interesse têm recebido, acabando este bolo de forças por resultar num jogo de apanhada dos mais fracos até aos mais fortes, mas que no médio prazo não evita um distanciamento de performance entre as tecnológicas e as empresas de negócios mais tradicionais, como por exemplo as financeiras, que hoje são responsáveis por aguentar o Dow Jones acima da linha de água.

Ao nível económico e depois dos números do emprego, os ADP, terem revelado uma criação muito abaixo do previsto de novos postos de trabalho, hoje foi a vez dos pedidos de desemprego terem saído bem melhor do que o antecipado, o que aparentemente poderia ser um número positivo que contrariava os dados de quarta-feira, contudo é importante referir que a metodologia utilizada é diferente, daí que já era esperado pelos analistas uma surpresa pela positiva. Seja como for todos os olhos estão postos nos números mais importantes do mês, os non-farm payrolls que serão divulgados sexta-feira e que darão uma visão mais fidedigna sobre o estado do mercado laboral, sendo no entanto um facto assumido por diversos intervenientes que a recuperação deverá demorar três a quatro anos, ou seja até lá é preciso aguentar e não aliviar os esforços para que não ocorra o denominado double dip.

Destaque para o Euro que está esta quinta-feira de novo a recuar no seu valor, com rumores de que o BCE está preocupado com a força da moeda única, algo que referi recentemente e que deverá voltar ao ruido de mercado caso o EUR/USD atinja a zona dos $1,25, ou os máximos de aproximadamente dois anos. Será de esperar que o BCE comece pela parte retórica, como ocorreu hoje, a dar indícios para que o mercado corrija por si e só caso isso não tenha resultados poderá vir a intervir, nomeadamente com um aumento do programa de estímulos.

O gráfico de hoje é da Coca-Cola, o time-frame é diário

A empresa que há muito tem a preferência de Warren Buffett tem os seus títulos a testar um GAP aberto em Março, uma zona de resistência acrescida

Marco Silva

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