Date: 20 Out 2017

No dia do 30º aniversário da Black Monday de 1987, que foi sem comparação o pior dia de toda a história de Wall Street, com desvalorizações superiores a -20% no Dow Jones e S&P500, os investidores abriram a sessão na direcção da efeméride, condicionados por maus resultados empresariais e pela instabilidade política em Espanha. Contudo e como tem ocorrido por diversas vezes nos últimos meses, o optimismo impôs-se durante a sessão e lentamente, mas sem grandes soluços, empurrou os indices norte-americanos para patamares bem mais elevados dos da “partida”, atingido mesmo novos máximos no industrial e no abrangente S&P500, ficando apenas o Nasdaq, abaixo da linha de água, devido à pressão de venda criada pelos títulos da Apple (-2.4%), devido a receios sobre as vendas do novo iPhone e da Ebay (-1.8%), após o gigante do retalho online ter indicado um outlook pouco ambicioso para o último trimestre do ano, que costuma ser o mais favorável ao seu negócio.

Na parte final da sessão uma notícia no Politico que deu conta da possibilidade de Trump escolher como sucessor de Janet Yellen à frente do FED, um dos actuais governadores, Jerome Powell, esse facto deu o impulso final para a última carga dos Bulls. Powell, ao contrário do economista John Taylor, que tem sido apontado como o escolhido, é um “seguidor” da mentalidade mais dovish de Yellen, o que agradou ao mercado, que sempre preferiu juros mais baixos à normalização da politica monetária. Em consequência da possibilidade de um FED menos “agressivo” o U.S dólar cedeu algum terreno e recuou -0,2% contra um cabaz de outras moedas principais, terminando nos $1.1833 contra o Euro, que por sua vez ganhou 0,4%. O mesmo valor, mas em sentido inverso, foi o caminho da libra inglesa, que desvalorizou para os $1.3156, após as vendas a retalho no Reino Unido terem saído abaixo das previsões. Destaque para alguma procura por activos refúgio durante a parte inicial do dia, que no entanto foi diminuindo à medida que Wall Street saia do “buraco”, ainda assim o Yen conseguiu amealhar 0,3% enquanto que o Ouro valorizou 0,4% para os $1,286 por onça.

 

O gráfico de hoje é do Cobre, o time-frame é de Semanal

O Cobre poderá vir a efectuar um duplo topo (linhas azuis), numa zona onde ocorreram 2 quebras de linhas de tendência (linhas vermelha e verde), contudo tal não está validado e o activo pode inclusive quebrar os máximos recentes.

Marco Silva