Date: 24 Out 2019

Os resultados das empresas têm sido o suporte deste Bull market, que recordo é o mais longo da história, basta ver que quando os “earnings per share” do S&P500 fraquejaram no inicio de 2015, Wall Street depressa corrigiu o sentimento para um mais cauteloso, mas sem nunca cair de forma acentuada, até porque a meio de 2016 o fulgor nos lucros regressou e com ele mais uma perna do Bull market, que durou até Outubro do ano passado, altura em que o receio de taxas de juro demasiado elevadas por parte do FED, assustou os investidores, que de novo rapidamente fizeram sentir o seu desagrado com uma queda de 20% até ao Natal.

Não é igualmente apenas coincidência que o S&P500 tenha andado a lateralizar desde Maio deste ano, altura em que começou a ser perceptível que o tema da guerra comercial iria começar a provocar danos na performance do tecido empresarial, especialmente nas exportadoras. E na quarta-feira esse impacto foi claramente visível com o anúncio de três importantes barómetros das exportações para a China, a indicarem um arrefecimento substancial das actividades. Boeing, Caterpilar em representação das industriais apresentaram quedas significativas nos lucros, enquanto que a Texas Instruments no campo das fabricantes de semicondutores, assustou ao reduzir o outlook das receitas, indicando que a guerra comercial está a restringir os clientes nas suas compras.

E se no caso da Boeing e da Caterpilar o dia até acabaria por ser positivo, porque o mercado já tinha incorporado essa travagem nas receitas das empresas, no caso da tecnológica o cenário foi bem diferente, com os títulos da mesma a perderem mais de 7%, o que empurrou o importante Philadelphia SE Semiconductor Index para uma correcção de -1,9%, dando assim origem a uma sessão geral com alguma variação de sentido, mas sem grande amplitude de movimentos, ou seja os investidores não estão para já confiantes com a qualidade desta “earnings season”.

Ainda esta semana teremos os resultados da Amazon e os dados sobre as ordens à indústria nos EUA, indicadores que serão importantes dado que o sentimento em Wall Street aguarda por um catalisador que justifique um caminho a seguir, seja para novos máximos ou para uma correcção.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é de 1 hora

Hoje mais um exemplo de um padrão de duplo topo (dois máximos consecutivos), com a divergência no estocástico (linhas laranja) a validar o sinal, que antecedeu uma correcção no principal par de moedas

Marco Silva

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