Date: 25 Set 2017

A última sessão da semana passada em Wall Street foi em boa parte uma continuação dos dias anteriores, indíces com pouca variação final e com o S&P500 a somar o seu oitavo dia em que terminou a menos de 0,3% do fecho anterior, o que dá uma boa noção do nível de lateralização em que se encontra o mercado accionista norte-americano. Contudo o movimento não foi desprovido de interesse, bem pelo contrário, enquanto que a Apple continuou com a pressão vendedora que já provocou um rombo de -5.5% na sua cotação, nos últimos 5 dias, o sector da saúde efectuou um desce e sobe, fomentado pela possibilidade da aprovação da lei para o sector por parte dos Republicanos e posterior quase impossibilidade da mesma ser aprovada, mais uma vez, devido à oposição do influente senador John McCain. O Nasdaq conseguiu atingir o pódio das valorizações entre os principais indíces, muito por culpa da ajuda do sector das Telecoms, que valorizou 1,35% dentro do S&P500, bem melhor que os 0,53% obtidos pelo segundo sector mais beneficiado pelos Bulls, o da energia.

As energéticas beneficiaram do subida do preço do Crude, que avançou 0,2% para os $50.63 por barril (WTI), no dia em que começou a reunião da OPEP, da qual saiu a informação que os países aderentes à organização em conjunto com outros não membros, estão a conseguir reduzir o excesso de oferta existente no mercado, assim como ficou aberta a possibilidade da extensão dos cortes actualmente em vigor, na próxima reunião formal em Novembro. Dados estes que poderão levar a uma pressão compradora acrescida nos próximos dias, dependendo da credibilidade que o mercado vir a dar a estas afirmações, uma vez que não seria a primeira vez que as indicações fornecidas pela OPEP não se concretizaram. Com a escalada da retórica entre o Presidente Trump e a Coreia do Norte, os investidores optaram por procurar algum refúgio em activos mais seguros, o que empurrou o Yen para uma valorização de 0,4%, para os 112.09 por U.S dólar, enquanto que o Ouro avançou 0,5% para os $1,297 por onça.

Hoje será interessante aferir como vai o mercado europeu reagir à nova vitória da chanceler Angela Merkel na Alemanha, se bem que com menor margem do que nas eleições anteriores e com a primeira eleição de representantes, em 70 anos, de um partido de extrema direita para o Parlamento alemão, após o partido AfD, que se considera conservador-liberal, ter atingido cerca de 13,5% dos votos.

 

O gráfico de hoje é do DAX30, o time-frame é Semanal

Após uma ligeira correcção que durou dos máximos de Junho até há cerca de três semanas, o principal indice da bolsa alemã está agora de novo em fase ascendente, sendo provável que a linha superior do canal (vermelho) possa vir a apresentar-se como um local de alguma resistência, ainda que temporária, a mais subidas

Marco Silva