Date: 24 Out 2018

Na semana mais movimentada desta earnings season, com cerca de 150 empresas do S&P500 a reportar resultados, o sentimento foi de alivio, apesar de não ser claro se o movimento de rebound terá pernas para andar muito mais. Logo na abertura o sentido do mercado foi evidente com o vermelho carregado a dominar após diversos resultados desapontantes de empresas importantes, que reforçaram o clima de intranquilidade que tem reinado nos últimos dias, como por exemplo a provocada pela incerteza sobre as consequências nas empresas da guerra comercial existente entre EUA e a China. Pois bem ontem tal ficou mais claro quando um dos barómetros da exportação/importação, a Caterpillar, anunciou que os custos de produção aumentaram devido ao aumento dos preços dos materiais por causa da subida das tarifas alfandegárias, referindo igualmente que mantinha o outlook para o trimestre corrente, depois de dois períodos em que subiu as previsões.

Outra industrial importante, a 3M, também condicionou negativamente o sentimento ao reduzir as previsões para os lucros anuais devido a custos acrescidos relacionados com Forex. Foi portanto com normalidade que o sector industrial esteve no topo dos que mais cederam terreno, com uma desvalorização de -1.6%, tendo sido apenas ultrapassado pelas energéticas que recuaram -2.67% devido à queda do preço do crude em -4.2% no WTI para os $66.26 por barril, após a Arábia Saudita ter dito que pode aumentar rapidamente a sua capacidade de produção caso seja necessário. Mas nem tudo foi negativo, aliás a pressão vendedora no inicio que levou os indices para perdas acentuadas deu lugar a um rebound técnico aquando da chegada do S&P500 ao nível dos 2,700 pontos, movimento que levou a uma recuperação continua até perto do final da sessão e que deixou os principais indices com perdas na ordem dos -0.5%. Na Europa o dia também foi de vermelho em toda a linha com a diferença que as praças do velho continente não recuperaram, deixando o Dax 30 com um deslize de -2.17%.

De realçar a procura por activos refúgio que beneficiou as utilities, imobiliário e retalhistas de produtos essenciais no mercado accionista, o Ouro nas commodities ao adicionar 0,7% ao seu valor para os $1,230 por onça e também no Forex, com o Yen a valorizar 0,4% para os 112.40 num dia em que o U.S dólar cedeu -0.2% contra um cabaz de outras moedas principais.

O gráfico de hoje é do Ouro, o time-frame é Semanal

Depois de uma longa e quase ininterrupta descida de valor, o metal precioso tem demonstrado força nas últimas semanas, devendo encontrar resistência na linha superior do canal onde se encontra

Marco Silva

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