Análises de Mercado

Reabertura da economia arrefece optimismo em Wall Street

O facto da Alemanha e da Coreia do Sul terem anunciado no Domingo um aumento de novos casos de infectados por COVID-19, após a reabertura parcial das suas economias, empurrou o sentimento dos mercados para o grau de cinzento, não de grandes preocupações, mas sem dúvida de maior cautela, até porque com as valorizações do últimos mês os activos do sector accionista estão com graus de avaliação bastante esticados, uma vez que por outro lado se espera que as empresas do S&P500 registem uma redução dos seus lucros na ordem dos -12% no primeiro trimestre de 2020, sendo de esperar um agravamento desse cenário para o período de três meses em que nos encontramos, dado a maior proeminência das danos económicos da quarentena.

Ora, se como é possível, existir um ressurgimento da pandemia após a reabertura do comércio e do relaxamento da circulação das pessoas, isso levaria a uma nova onda de quarentenas pelo mundo fora, o que empurraria a Economia mundial para uma recessão bastante mais profunda e prolongada, pois dificilmente uma boa parte do tecido empresarial não iria passar de um problema de liquidez para um de solvência. E não será muito verossímil que os governos, por muito boa vontade que tenham, consigam estancar essa situação mais gravosa, visto que isso poderia ser incomportável para a saúde financeira das dívidas públicas, a menos claro, que surja uma nova estratégia concertada para empurrar esse problema para o longo prazo.

Plano esse que teria de envolver os Bancos Centrais e os principais governos do mundo, o que desde logo na Europa se antevê complicado, dada a crispação existente que foi criada entre a decisão do Supremo Tribunal Alemão de exigir justificação ao BCE para o programa de compras de obrigações anunciado recentemente pelo banco central, sendo que caso tal não seja ultrapassado o Bundesbank poderá deixar de participar, ou seja um imbróglio político que apenas a boa vontade poderá sanar, veremos se tal irá existir ou não, havendo já criticas à capacidade da actual presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, de conseguir liderar a União Europeia nesta fase complicada.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 5 minutos

O principal índice accionista efectuou de madrugada um padrão de duplo topo com divergência no stochastic (linhas azuis), que indiciou a queda subsequente do activo.

Marco Silva

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