Date: 10 Ago 2018

Olhando apenas para o resultado final dos índices norte-americanos a ideia que fica é que a sessão de ontem foi um déjà vu do dia anterior, com duas ligeiras diferenças, o facto do dia ter sido passado uma boa parte em território positivo, com excepção do Dow Jones, ao invés do comportamento de Wall Street na véspera, e o facto do pessimismo ter sido um pouco mais carregado e os Bulls menos entusiasmados. O Nasdaq voltou a conseguir evadir-se ao vermelho devido ao optimismo que rodeou os pesos pesados Apple e Amazon, que contudo não foi suficiente para evitar a perda de valor do S&P500, isto porque as energéticas, industriais e financeiras estiveram em dia não, que lhes valeu os maiores deslizes no índice principal, ao passo que foi evidente uma preferência dos investidores por activos mais estáveis, como as telecoms e utilities.

Tal como tem sido comum nos últimos tempos o comportamento do sector financeiro esteve ligado ao comportamento das yields do tesouro norte-americano, que ontem caíram para os 2.9258%, continuando o ziguezague que tem dominado o movimento deste activo esta semana. Nas commodities o crude não alterou o percurso descendente de quarta-feira, cedendo ontem mais -0.3% no WTI para os $66.72 por barril. No Forex o dia foi bastante animado, a começar pelas fortes desvalorizações no Rublo russo e na Lira Turca, esta última a quebrar mínimos históricos devido à probabilidade de um auxilio externo ao país. Já o Rublo continuou a sofrer os danos colaterais as sanções impostas pelos EUA, que provocaram uma fuga importante de investidores estrangeiros do mercado de dívida soberana russa. O U.S dólar deu um pulo de 0,5%, o que por sua vez empurrou a moeda única para uma queda de -0.7%, terminando nos $1.1533.

O gráfico de hoje é do Cacau, o time-frame é Semanal

Hoje um excelente exemplo de um padrão de duplo topo de longo prazo, com a divergência no stochastic (linhas azuis) a validar o sinal e com o activo a já ter atingido o objectivo secundário que se encontrava na linha vermelha. O último objectivo encontra-se nos mínimos imediatamente anteriores e de onde iniciou o movimento que levou ao padrão.

Marco Silva