Date: 22 Jun 2017

O dia até prometia ser de alívio para os Bulls do Crude, com o anúncio por parte da Energy Information Administration (EIA) de uma redução do stock do activo nos EUA de 2,5 milhões de barris, bem mais que os -2,1 milhões esperados. A reacção foi imediata e positiva, com um rebound após a forte queda do dia anterior, contudo foi sol de pouca duração e rapidamente o preço inverteu e no final da sessão o WTI acabou por ceder 2,3% para os $42.53 por barril, ao passo que o Brent quebrou em baixa os $45, terminando nos $44.82, o valor mais baixo desde Novembro do ano passado. O facto da Líbia ter atingido o máximo de produção de 4 anos, da produção nos EUA ter subido para os 9,33 milhões de barris por dia, o valor mais elevado desde meados de 2015, e ainda pelo stock de crude guardado em tanques ter atingido o máximo de 2017, nos 111,9 milhões de barris, são os factores que têm condicionado o valor do petróleo.

Como era expectável o sector energético do S&P500 esteve sobre forte pressão vendedora e averbou a pior performance do dia com uma desvalorização de 1,6%, seguido pelos sectores das telecoms e materiais, com quedas acima dos 1,1%. Do lado positivo esteve em evidência o sector da saúde com um ganho de 1,23%, que teve mais expressão no subsector da biotecnologia, isto porque a agressividade demonstrada por Trump logo após a sua eleição, contra esta indústria parece ter diminuido, numa altura em que é esperada a apresentação por parte dos Republicanos de uma lei para reformular o sector da saúde.

No Forex, o Euro quebrou o ciclo de quedas e recuperou 0.3% para os $1.1162, ao passo que tanto o U.S dólar como o Yen estiveram quase inalterados, num dia em que a Libra voltou a valorizar face às suas principais congéneres.

 

O gráfico de hoje é do LCrude, o time-frame é de 30 minutos

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Dois padrões de bandeira invertida com a continuação do movimento bearish a ser despoletado pela quebra em baixa dos canais ascendentes (linhas azuis) que ocorreram após uma queda inicial acentuada, sendo que quanto mais inclinado for o canal mais forte é o movimento descendente, ou seja o mais recente é em termos técnicos mais “suave”

 

Marco Silva