Date: 04 Jan 2019

Pessimismo instala-se em Wall Street

 

Com os futuros dos índices norte-americanos a perderem mais de -1% e os títulos da Apple cerca de -8% no after-hours, era previsível tal como referi ontem, que a sessão de quinta-feira se iniciasse com pressão vendedora extra, tanto no mercado europeu, mas especialmente nos EUA, e assim foi, ainda que nas praças europeias o pessimismo não tenha sido tão acentuado, com o Stoxx600 a recuar -0,98%, em parte devido a performance menos negativa do Footsie com um deslize de -0.62%, uma vez que o DAX desvalorizou -1,55%. Isto porque a fabricante dos iPhones não é apenas uma das mais valiosas empresas do mundo, mas sim porque é considerada um barómetro do sector tecnológico, com cerca de $250 biliões em receitas anuais, bem mais do que qualquer uma das restantes FANNG. A sua exposição à China, maior mercado de smartphones, mas que representa menos de 20% das receitas da empresa, dá igualmente um panorama mais concreto sobre o estado da segunda maior economia do mundo, para além do que é reportado pelos institutos oficiais.

 

Ora, uma queda substancial nas receitas da empresa na China não poderia deixar de ter efeitos nefastos nos outros grandes exportadores norte-americanos, como a Boeing ou Catterpilar, que perderam quase 4% do seu valor. Para piorar o sentimento os dados sobre o estado da industria nos EUA foram decepcionantes, depois de o já terem sido em relação à China e à Europa. Com efeito o índice da actividade manufactureira do Institute for Supply Management caiu abruptamente 5,2 pontos, para os 54,1, e não obstante ser ainda um indicador de expansão o certo é que foi a maior queda desde o auge da crise financeira em 2008. O resultado foi uma sessão toda ela no vermelho e com uma tendência descendente constante a partir do meio dia, que culminou com perdas entre os -2.48% no S&P500, até os -3,04% do Nasdaq. O sector dos semicondutores foi dos mais castigados com a pressão vendedora desvalorizando cerca de -6%, um pouco pior que os -5,07% que as tecnológicas recuaram no S&P500.

 

Evidente foi a procura por activos refúgio, utilities e imobiliárias foram as únicas empresas a fugir ao vermelho, enquanto que as retalhistas de produtos essenciais registaram a menor queda. No Forex a apetência pela segurança foi igualmente sentida com o Yen a valorizar 1,2% para os 107.57, enquanto que o preço do Ouro avançou 0.7% para os $1,293, com ambos os activos a registarem máximos de mais de 7 meses.

 

 

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de 1 minuto

Hoje um exemplo “by the book” de um padrão Long, após um duplo fundo com divergência no stochastic (linhas vermelhas), o activo faz um Head&Shoulders invertido com a linha dos ombros a verde. A entrada ocorre aquando do retest da linha dos ombros que se junta à média móvel dos 200 períodos (A), reforçando portanto esta zona como de suporte

 

Marco Silva

 

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