Análises de Mercado

Pesos pesados safam Wall Street dos Ursos

Entre o pessimismo de Warren Buffett e o receio de um regresso da guerra comercial, a sessão de abertura desta semana começou com um tom cinzento em todos os principais índices norte-americanos, contudo à medida que o dia progrediu e em sentido inverso do que aconteceu nas últimas semanas, os Touros dos pesos pesados de Wall Street entraram em campo para safar o mercado do vermelho, que beneficiou igualmente de uma forte valorização do preço do petróleo. Mas vamos por partes, no rescaldo das declarações do Oráculo de Omaha, Warren Buffett, sobre o estado da economia norte-americana, o sentimento dos investidores foi bastante menos risonho do que o habitual, isto porque o co-fundador da Berkshire Hathaway, é geralmente muito bullish em relação à maior economia do mundo, e no entanto desta feita, o melhor que disse foi que no longo prazo os EUA irão ultrapassar a crise.

O outro tema que ensombrou o sentimento foi o renascimento das tensões comerciais entre os EUA e a China, depois do Secretário de Estado Mike Pompeo, ter referido no Domingo que existe uma quantidade significativa de evidência que aponta para que o COVID-19 tenha saído de um laboratório na China. Uma afirmação que foi alvo de resposta por parte do editorial do Jornal Estatal China’s Global Times, que caracterizou como “bluff” a afirmação de Pompeo, sendo que não é de menosprezar as declarações de Trump na semana passada sobre os danos que esta crise de saúde pública mundial fizeram ao acordo comercial entre os dois países.

Mas apesar do pessimismo inicial a puxada dos Touros, com especial destaque na última hora da sessão e que envolveu em particular as grandes empresas tecnológicas, como a Apple, Amazon e Microsoft, livrou Wall Street da terceira queda consecutiva, isto a uns dias de se saber o número de postos de trabalho perdidos nos EUA no mês de Abril, com os analistas a preverem 21 milhões, absolutamente histórico e evidenciador da magnitude do impacto das medidas de quarentena. Nas matérias-primas realce para o WTI crude, que amealhou mais de 7% para os $21.21 por barril, permitindo ao ouro negro o melhor registo das últimas duas semanas.

O gráfico de hoje é do Ouro, o time-frame é 4 horas

Neste canal podemos ver a importância do ponto A enquanto zona de suporte de curto-prazo, com o preço a quase que a ir revisitar os máximos anteriores. Depois disso a quebra em baixa da linha inferior do canal é por outro lado um indicador bearish de curto prazo.

Marco Silva

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