Análises de Mercado

Pequenas ultrapassam grandes na véspera dos non-farm payrolls

Desde o pico pré-COVID, no final de Fevereiro, o grande vencedor de Wall Street é sem dúvida o sector tecnológico, com o Nasdaq a valorizar 41,56% desde os anteriores máximos históricos, à conta das perspectivas de uma economia mais digital e onde os serviços tecnológicos passarão a fazer parte do dia a dia dos consumidores, sejam eles particulares ou empresas, contudo e talvez de forma surpreendente tendo em conta o seu comportamento durante uma boa parte dos meses pós-COVID, é o Russell 2000, casa das pequenas e médias empresas, que tem o segundo melhor registo até hoje com uma valorização de 30,51% acima do anterior topo, ao passo que o S&P500 amealha apenas 14,54%, ou seja menos de metade do Russell, sendo que a diferença de andamento aconteceu após o anúncio da primeira vacina contra o COVID por parte da Pfizer, o que permitiu às small caps ultrapassarem o S&P500 a 19 de Novembro e distanciarem-se mais 15% em cerca de dois meses.

Na quinta-feira esta distribuição de ganhos em benefício do Russell voltou com o índice a subir 1,9%, marcando um novo máximo histórico, enquanto que os três principais índices tiveram comportamentos mais comedidos entre os 1,08% do Dow Jones e os 1,23% do Nasdaq, um sinal de que os investidores continuam a colocar o capital na estratégia de uma retoma da economia tradicional, não para o mesmo paradigma de há um ano, mas perto desse nível pelo menos no curto-médio prazo, sendo no entanto um dado adquirido pela maioria dos analistas de que os comportamentos das empresas na gestão das suas organizações, assim como o comportamento dos particulares no seus dia a dia de casa e trabalho, teve um acelerar da disrupção tecnológica que se anunciava há algum tempo e que agora parece irreversível, fomentando ainda mais a globalização, resta saber como irão as empresas de sectores mais tradicionais conseguir reinventar o seu negócio com vista a aproveitar essa oportunidade, para além claro das grandes tecnológicas.

Mas se ontem o dia foi dos touros, hoje o sentimento deverá ser condicionado pelos números dos non-farm payrolls, que darão o primeiro sinal sobre o mercado laboral nos EUA neste novo ano, dados que poderão ter implicações no programa de aprovação do pacote de estímulos proposto por Joe Biden e que está em processo de aprovação mais expedito no Congresso, contudo um cenário laboral pior que o esperado poderá dar o impulso necessário para que alguns Republicanos no Senado entrem dentro do barco dos Democratas e assim se consiga criar um clima mais consensual para os estímulos, o que dará mais força para um reforço dos mesmos daqui a dois ou três meses,.

O gráfico de hoje é do S&P500, o time-frame é de Semanal

O principal índice accionista está de novo a caminho de atingir o nível de 161,8% da extensão fibonacci, que poderá oferecer resistência extra.

Marco Silva

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