Date: 18 Fev 2019

A história da sessão de sexta-feira em Wall Street, que terminou com ganhos confortáveis no Dow Jones e S&P500, foi composta por três capítulos distintos. Desde logo o mais transversal foi a notícia que saiu na agência estatal chinesa Xinhua sobre um consenso alcançado entre os negociadores dos EUA e da China, relativo a alguns dos pontos chave em cima da mesa, com vista à resolução do impasse existente na guerra comercial. Conversações que tiveram lugar no país asiático e que agora se transferem esta semana para Washington, segundo as declarações do presidente Xi Jinping. As consequências da probabilidade de um amenizar do conflito foram bem evidentes, desde a Europa aos EUA, com as praças europeias a beneficiar do optimismo criado ao que se lhe juntou a possibilidade levantada pelo BCE de uma nova ronda de empréstimos de longa duração aos bancos da zona Euro, tendo em conta que algumas linhas de crédito existentes estão perto atingir a maturidade.

 

Os ganhos nas principais praças europeias rondaram os 1,5%, com destaque para os 1,89% do Dax30, enquanto que o Footsie se ficou por uma valorização de 0,55%, muito por causa da subida de 0,7% no valor da Libra inglesa para os $1.2892, o que reduziu o potencial de ganho do índice londrino. Nos índices norte-americanos os sectores industrial e dos materiais estiveram em destaque devido ao tema da guerra comercial e à subida de 2,4% no preço do WTI crude para os $55.72 por barril, contudo o líder das valorizações foi o sector financeiro, na sequência do anúncio de que a empresa de Warren Buffett, a Berkshire Hathaway, reforçou a sua posição no J.P. Morgan, Bank of America e Bank of New York Mellon, facto que empurrou o Dow Jones para a maior subida do dia liderado pela Goldman Sachs e J.P Morgan.

 

Do lado inverso chegou o terceiro capítulo, é que Buffett reduziu a sua participação na Apple, embora que em pouca dimensão, mas foi o suficiente para condicionar o sector tecnológico, visto que as FAANG tiveram todas um comportamento negativo numa sessão de ganhos robustos no restante mercado, o que restringiu a performance do Nasdaq a uma subida de “apenas” 0.61%.

 

No Forex, destaque para o recuo de -0.2% no valor do U.S dólar depois do San Francisco Federal Reserve Bank ter sugerido que o banco central norte-americano pode não subir os juros este ano, reforçando assim a percepção que o mercado tem de uma atitude dovish por parte do FED.

 

 

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é Mensal

O principal par de moedas tem uma resistência primária às subidas na linha de tendência a verde

 

Marco Silva

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