Date: 21 Jan 2019

Pela quarta semana consecutiva o optimismo reinou nas praças financeiras por terras do tio Sam, reduzindo em metade as perdas atingidas na correcção que durou até à véspera de Natal e retirando o S&P500 de território de correcção, depois deste ter atingido terrenos de Bear market, embora que de forma fugaz. Não obstante os ganhos semanais terem sido superiores a 2,65% e do ciclo de subidas ser o mais robusto dos últimos quase oito anos, é de realçar que o movimento dos últimos cinco dias foi o que menor volume registou, sendo que a grande parte da valorização adveio nas duas últimas sessões e suportada por notícias não confirmadas sobre eventuais progressos nas negociações com vista a resolver o impasse na guerra comercial existente entre as duas principais economias do mundo.

 

Com efeito se na quinta-feira foi a eventualidade do secretário de estado do tesouro norte-americano ter sugerido levantar parte ou a totalidade das sanções comerciais à China enquanto decorrerem as negociações, o que foi desmentido pouco depois pelo Departamento do Tesouro, na sexta-feira, a disrupção veio da possibilidade da China ter sugerido na última reunião um acréscimo das compras de produtos aos EUA nos próximos seis anos na ordem do $1 trilião, anulando assim até 2024 o deficit comercial actualmente existente, algo que não foi para já confirmado ou desmentido. O certo é que à falta de grandes motivos de interesse na primeira semana da earnngs season, os investidores aceitaram com optimismo as boas intenções de ambas as administrações à mesa das negociações. Igualmente positivo foram os dados sobre a produção industrial nos EUA, que subiu 1,1%, ao melhor ritmo dos últimos 10 meses, em boa parte devido a um forte crescimento no sector automóvel, energético e informático.

 

Com boas notícias na frente comercial não foi de admirar que tenha sido o Dow Jones a liderar os ganhos nos índices enquanto que os sectores industriais e dos materiais bateram os restantes no S&P500, com excepção das energéticas que valorizaram mais que os restantes ao adicionar quase 2%, em linha com a subida de 3,1% no preço do WTI crude para os $53.71 por barril. No Forex o U.S dólar também beneficiou das boas notícias no campo económico e subiu 0,4% de valor contra um cabaz de outras moedas principais, empurrando o Euro e o Yen para perdas de -0,2% e -0,4% respectivamente, com a moeda nipónica a ser prejudicada por uma redução de activos refúgio nos portefólios.

 

 

O gráfico de hoje é do Russel 2000, o time-frame é diário

O índice das small caps que quebrou em baixa a linha inferior do canal ascendente em que se encontrava, reconquistou essa mesma linha, sendo agora importante aferir o que acontecerá quando ocorrer o retest dessa mesma quebra

 

Marco Silva

 

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