Date: 13 Abr 2018

Vive pelo tweet e morre pelo tweet, é esta a adaptação do velho ditado sobre o modo de vida de combatente, neste caso para ilustrar o dia a dia de Wall Street dos últimos tempos, condicionado negativa ou positivamente consoante os tweets que o Presidente Trump continua a escrever. Ontem e depois de uma afirmação de confronto com a Rússia em relação às operações na Síria, Trump veio “clarificar” ou amenizar o sentimento, dizendo que uma decisão sobre os próximos passos dos EUA na Síria serão conhecidos em breve, em contraste com o quase imediatismo do “preparem-se” do dia anterior. Dentro do mesmo tom apaziguador Trump indicou que os EUA poderão adirir ao Tratado Transpacifico e referiu que os EUA e a China podem evitar uma guerra comercial no seguimento das declarações de terça-feira do presidente chinês, que indicou uma abertura da economia chinesa e uma redução de tarifas alfandegárias para um futuro próximo.

O sector financeiro do S&P500 foi o que obteve a melhor performance ao subir 1,82% beneficiando dos bons resultados apresentados pela BlackRock, a maior gestora de activos do mundo, facto que contagiou não apenas o sector mas também em particular o Dow Jones, já de si dominado pelo optimismo nas empresas industriais devido à possibilidade de se evitar uma guerra comercial a nível global. Sem surpresa o dia foi de pressão vendedora nos activos refúgio, o que empurrou o Yen para uma queda de -0.4% terminando nos 107.25, enquanto que o Ouro afundou -1.3% para os $1,335 por onça. Sortes distintas nas principais moedas europeias, com o Euro a ceder -0.3% e a Libra inglesa a ganhar 0.4%. Nas commodities destaque para o segundo dia de quedas no preço do Cobre, ontem -1.8% para os $3.06 por libra.

O gráfico de hoje é do Cobre, o time-frame é Diário

Depois de um canal descendente (verde), que possibilitou um bom negócio Long (A), o activo esta a desenhar outro canal descendente, desta feita mais inclinado (vermelho)

Marco Silva