Date: 06 Jul 2018

Tal como era expectável a sessão de quinta-feira não foi de grande volume, com cerca de 18% menos transacções do que a média dos últimos 20 dias, contudo o movimento foi relevante, dentro de uma perspectiva de alívio, no sector dos semicondutores (Philadelphia semiconductor index) por exemplo, que tinha sido afectado no dia anterior por causa da proibição da Micron em vender chips na China, mas que ontem valorizou 2,7%, o que permitiu ao sector tecnológico a maior subida do dia no S&P500 com um ganho de 1,47%, se bem que seguido de muito perto pelos sectores dos produtos de consumo essenciais e do imobiliário. No vermelho só as energéticas que cederam -0.16% no mesmo sentido do preço do crude que recuou -1.6% para os $72.99 por barril no WTI.

Ao nível das notícias ontem foram conhecidas as minutas da reunião do FED de 12 e 13 do mês passado, onde o juro subiu 0,25%, e foi interessante constatar que apesar dos membros do board estarem confiantes em que a economia norte-americana continue robusta, o certo é que discutiram a possibilidade de uma recessão ao virar da esquina e expressaram preocupações sobre as consequências da guerra comercial. Muito importante foi o facto de em breve o banco central poder vir a declarar que o ciclo de tightening já foi suficiente para uma neutralidade da política monetária, ou seja deixaria de ser de estimulo.

Outra notícia que reforçou o optimismo foi a possibilidade aberta por Angela Merkel de reduzir ou mesmo abolir as tarifas alfandegárias relativas à importação de veículos dos EUA. No Forex o U.S dólar cedeu -0.2% um dia antes da divulgação dos dados sobre os non-farm payrolls de hoje, que poderão afectar o valor da moeda.

O gráfico de hoje é do índice do EUR/USD, o time-frame é Diário

Hoje deverá ser o dia da verdade neste par de moedas, nomeadamente se consegue quebrar a linha de resistência (azul) ou se quebra em baixa os mínimos recentes

Marco Silva