Date: 25 Jun 2019

Depois dos novos máximos e da emoção vivida com as declarações de Jerome Powell, Mario Draghi e de Trump na semana passada, os investidores regressaram ao trabalho com a mesma intensidade e direcção com que foram para fim de semana, ou seja sem grande intenção em levar Wall Street para qualquer um dos lados, até porque a semana é “longa” e pode sempre trazer alguma surpresa até ser conhecido como irá correr, ou se irá ocorrer, a reunião entre Trump e o seu homologo chinês, com vista a pelo menos se reduzir a intensidade do conflito comercial, sendo que ontem foi a vez da China referir que ambas as partes têm de se comprometer para se conseguir ultrapassar os obstáculos existentes.

Nos índices o panorama foi irregular com o Dow Jones a ser o único que conseguiu escapar ao vermelho devido ao bom comportamento da Dow Inc, que puxou pelo grupo das industriais. No S&P500 o pessimismo dominou ligeiramente, numa sessão em que as variações não chegaram a tocar no 1% de amplitude, com destaque para as energéticas que recuaram -0.93% em vésperas da reunião da OPEP e não obstante a valorização de 0.6% no valor do WTI crude para os $57.78 por barril. O volume voltou para níveis abaixo da média habitual, próprios de um mercado nas linhas laterais e após a avalanche de negócios registada na sexta-feira devido ao quadruple witching.

No mercado cambial o U.S dólar voltou a ceder terreno, embora que de forma marginal, permitindo ao Euro mais um ganho, desta feita de 0.2% para os $1.1388, apesar dos números sobre a confiança dos empresários na Alemanha (IFO), terem saído abaixo das previsões e para mínimos de quase cinco anos, reforçando os receios de um travar a fundo da maior economia da zona euro.

O gráfico de hoje é do FB, o time-frame é de Diário

Após uma fase de correcção que gerou um canal ligeiramente ascendente (linhas azuis) será importante aferir qual a resistência que a linha superior do mesmo irá colocar a uma possível subida do preço do activo.

Marco Silva