Análises de Mercado

Optimismo domina Wall Street

Se há tópico que os investidores não gostam é a incerteza, até menos do que uma boa parte de notícias más que possam sair, isto porque a incerteza não permite incorporar correctamente o risco nas carteiras e como tal o sentimento costuma ser o de prevenir primeiro e perguntar depois. Foi isso que aconteceu na sexta-feira após Trump ter indicado que ele e a sua esposa estavam infectados com COVID-19, e se numa altura normal o cenário já seria de muita incógnita, nomeadamente se o estado do presidente se deteriorá-se ao ponto de ter de ser substituído no cargo pelo seu vice, mas numa recta final de eleições presidenciais o caso complica-se significativamente, por exemplo a curto prazo poderia ser impeditivo de um normal periodo de campanha onde as inúmeras deslocações dos candidatos, incluindo os dois debates que ainda faltam, não seriam garantidos caso o seu estado de saúde piorá-se, podendo até obrigar o actual inquilino da Casa Branca a desistir da corrida à sua reeleição, o que certamente daria muito pano para mangas na luta partidária, já de si feroz.

É por isso que com o aliviar da incerteza, após Trump ter repetidamente indicado que está bastante melhor e de se ter levantado a possibilidade de vir a ter alta esta segunda-feira, que o sentimento na abertura de mais uma semana está bem diferente do que aquele com que os índices norte-americanos terminaram sexta-feira. Mas para além desse ponto existem outros dois que estão a condicionar positivamente o movimento dos mercados, refiro-me ao pedido de Trump para que se alcance um acordo com vista a mais um pacote de auxílio à maior economia do mundo e às declarações subsequentes da líder dos Democratas sobre estar esperançosa que tal poderá ocorrer em breve, ao mesmo tempo que o aparente distanciamento nas sondagens, de Biden a Trump, está a criar a ideia de que o resultado das eleições poderá não dar espaço a muita contestação por parte dos Republicanos, o que diminui o receio sobre um prolongar do conflito jurídico expectável, caso seja um resultado à justa.

Mas não obstante as valorizações que se verificam, acima dos 1% em todos os índices de Wall Street, realço o facto de não estarem suportadas por algo muito concreto, é mais um “relief rally” que outra coisa, até porque a queda de -0.4% no valor do U.S dólar face a outras moedas principais está a dar um pouco mais de oxigénio às subidas no sector accionista.

O gráfico de hoje é do USD/BRL, o time-frame é Semanal

O par de moedas U.S dólar/Real Brasileiro continua num canal ascendente que no curto prazo poderá condicionar o seu movimento

Marco Silva

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